terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Atenção especial no Autismo - Orientações Dietoterápicas.




O termo autismo vem do grego “autós” que significa “de si mesmo”. Em 1906, Plouller introduziu o termo autista na literatura psiquiátrica. Mas foi Bleuler, em 1911, o primeiro a difundir o termo autismo para referir-se ao quadro de esquizofrenia, que consiste na limitação das relações humanas e com o mundo externo.

Em 1943, o psiquiatra americano Leo Kanner, que trabalhava em Baltimore, nos Estados Unidos, descreveu um grupo de onze casos clínicos de crianças em sua publicação intitulada “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo” (Autistic Disturbances of Affective Contact). As crianças investigadas por Kanner apresentavam inabilidade para se relacionarem com outras pessoas e situações desde o início da vida (extremo isolamento), falha no uso da linguagem para comunicação e desejo obsessivo ansioso para a manutenção da mesmice.

Segundo Kanner, o autismo era causado por pais altamente intelectualizados, pessoas emocionalmente frias e com pouco interesse nas relações humanas da criança. Em 1944, o pediatra austríaco Hans Asperger, em Viena, descreveu crianças que tinham dificuldades de integrar-se socialmente em grupos, denominando esta condição de “Psicopatia Autística” para transmitir a natureza estável do transtorno. Estas crianças exibiam um prejuízo social marcado, assemelhavam-se com as descritas por Kanner, porém tinham linguagem bem preservada e pareciam mais inteligentes. Entretanto, Asperger acreditava que elas eram diferentes das crianças com autismo na medida em que não eram tão perturbadas, demonstravam capacidades especiais, desenvolviam fala altamente gramatical em uma idade precoce, não apresentavam sintomas antes do terceiro ano de vida e tinham um bom prognóstico.

A publicação de Kanner ficou conhecida, enquanto que o artigo de Asperger, escrito em alemão, só foi transcrito para o inglês por Lorna Wing, em 1981. O transtorno de Asperger se diferencia do autismo essencialmente pelo fato de que não se acompanha de retardo ou deficiência de linguagem ou do desenvolvimento cognitivo. A diferença fundamental entre um indivíduo com autismo de alto funcionamento e um indivíduo com transtorno de Asperger é que o com autismo possui QI executivo maior que o verbal e atraso na aquisição da linguagem. Na prática clínica, a distinção fará pouca diferença, porque o tratamento é basicamente o mesmo.

É relevante salientar que algumas das especulações da publicação original de Kanner, como a frieza afetiva dos familiares (particularmente a da mãe), de a inteligência das crianças ser normal e de não haver presença de co-morbidade, com o tempo, mostraram-se incorretas. Com a evolução das pesquisas científicas, concluiu-se que o autismo não é um distúrbio do contato afetivo, mas sim um distúrbio do desenvolvimento. Em 1976, Lorna Wing relatou que os indivíduos com autismo apresentam déficits específicos em três áreas: imaginação, socialização e comunicação, o que ficou conhecido como “Tríade de Wing”.


Diante de todas as implicações do distúrbio neurológico e metabólico do autista, o tratamento deve ser aplicado de forma interativa e multidisciplinar, sendo a nutrição um importante contribuinte no somatório para a melhoria nas características e nos sintomas da desordem autista. Uma criança autista não deve ter alimentos processados na sua alimentação.

Toda comida deve ser apresentada da forma mais próxima da natureza possível. Peixes, carnes frescas, ovos, castanhas e sementes, alho e azeite extra virgem, quinua, devem ser preparados em casa com complementos também frescos. Quanto mais o alimento é processado, mais quimicamente alterado e com menos nutrientes eles ficam. Além de perder o seu valor nutricional, alimentos processados perdem as suas principais características de sabor e cor.

Todos os cereais matinais, biscoitos, pães, massas, chocolates, doces, geléias, açúcares, frutas em calda, alimentos pré-cozidos cheios de misturas, são carboidratos altamente processados.
Sem contar que, os carboidratos processados têm efeito nocivo na flora intestinal, eles
alimentam as bactérias patogênicas e os fungos no intestino, promovendo o seu
crescimento e proliferação

O que deve compor na alimentação do autista:

Carboidrato com baixos índices glicêmicos como: frutas e vegetais crus e alguns cereais integrais cozidos e preparados por você mesmo. Frutose tem um baixo índice glicêmico. Frutas e vegetais devem ser consumidos crus quantas vezes possível na forma de saladas, sticks, pedaços, lanches entre as refeições com suas cascas e sementes. Água mineral ou água filtrada com uma fatia de limão é a melhor bebida para as crianças autistas; Cebola e alho para o cozimento; Quinua;
Carnes, peixes, aves domésticas, carnes orgânicas e ovos caipira – todos frescos e cozidos em casa

O que deve ser evitado na alimentação da criança autista:

Cereais matinais: são carboidratos altamente processados, cheios de açúcar e outras substâncias, eles têm um alto índice glicêmico e são péssimos para o equilíbrio da flora intestinal. Salgadinhos e aperitivos (incluindo pipoca) também são carboidratos processados com alto índice glicêmico.

Trigo: a criança autista não tem um sistema digestivo saudável então trigo, aveia, centeio, arroz, milho, particularmente os processados, devem ser mantidos fora da alimentação. Açúcar e nada que seja feito com ele.

DICA: aniversário ou outras ocasiões especiais pode fazer bolos caseiros feitos usando mel ao invés de açúcar e farinha de amêndoas ou qualquer outra castanha moída; Refrigerante e Suco industrializados são fontes de açúcar, aditivos químicos e fungos; Laticínios, alimentos contendo caseína* e glúten.

* a caseína também pode ser encontrada em alimentos que não sejam do grupo de
laticínios, por exemplo: certas marcas de atum em lata contem caseína. VERIFIQUE
SEMPRE OS RÓTULOS DAS EMBALAGENS

(Texto: Nutrociência Assessoria em Nutrologia)

Para mais informações: http://www.autism.com/ http://www.ama.org.br/html/home.php
http://www.autismoinfantil.com.br/

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