sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Um feliz 2011, muito vindouro e cheio de emoções!


Amigos

Amanhã é um outro ano!

Amanhã é uma nova esperança!

Amanhã o sol brilhará mais!

Ouviremos em canções as vozes de nossas crianças!

Trataremos de novos elos autísticos!

Faremos novas poesias!

Descobriremos novas diretrizes e surpresas

Viveremos mais e aprenderemos com todos!

Teremos mais paciência, benegnidade e amor!


Salve 2011 !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

OS MAPAS DO AUTISMO





silvania mendonça almeida margarida



O autismo é como um mapa encoberto. Mapas que encobertam as mais verdadeiras surpresas, tristezas felizes, aprendizagens encantadas e judiciosas. Às vezes, todas as direções são possíveis e outras vezes os caminhos são os mais diversos, quase impossíveis.


Como nos diria Rubem Alves: "Aqui se encontra o retrato deste mundo. Se alguém prestar bem atenção verá que há mapas dos céus, mapas das terras, mapas do corpo, mapas da alma” e eu acrescento: mapas do autismo. São muitos. Quem notar poderá analisar cuidadosamente estes mapas: aprender a falar, aprender a não se sentir sozinho, aprender a se banhar, aprender a usar os talheres, aprender a escrever, desaprender as garatujas, desaprender as estereotipias, desaprender a gritar. Quantos mapas! Seria impossível enumerá-los aqui! Seria impossível enumerá-los numa única vida.


O autismo é uma carta geográfica para a vida dos pais e de seus filhos! É uma lista descritiva de aprendizagem burilada e de renúncia! É a representatividade do que se tem de mais belo, além do tempo, atemporal mesmo, e do espaço. Um espaço que para alguns é de sofrimento. Para outros de aprendizagem. Bem pragmático! Somente o momento presente e a crença crística importam. É só aprender.


Mas como avaliar a alma do autismo em mapas¿ Uma interrogação de primeira instância, de cabeça para baixo na aprendizagem da educação especial?


Pais, educadores, terapeutas e filhos autistas por todos os caminhos já andaram. Já fizeram de suas vidas flores, como tal são seus espíritos: proteção e dores, clamores e amores. E, assim, cultivando, as flores dos mapas autísticos, nós, pais e mães de crianças autistas vamos cobrindo as nossas feridas. Mesmo que os olhos-mapas das nossas crianças viajam como seus olhares perdidos, em êxtase, em sintonia, em comunhão; em sonho projeto criança.

Os mapas autísticos trazem o cântico das flores do vento, que volteia sobre os campos floridos. Os caminhos das nossas crianças são como pinturas celestes, suaves encantamentos que inebriam o nosso ser e nossos sentidos.

Nos mapas do autismo NÃO EXISTE a tarefa do adulto que passa a desempenhar uma função mediadora entre as crianças e a cultura, garantindo o desenvolvimento infantil e o conhecimento social. Neste sentido, o professor de Educação Infantil não precisa ter uma visão globalizante do desenvolvimento da criança e do conhecimento social e historicamente produzido.

Nos mapas do autismo, o professor da Educação especial precisa ir além. Precisa saber conviver com a alma autística daquele indivíduo e lhe mostrar primeiramente o seu EU. A sua função mediadora vai além das perspectivas de uma visão globalizante do desenvolvimento infantil, pois se passarão muitos anos e a criança se tornará um adolescente, um adolescente que passará à idade adulta. Uma idade adulta criança. O que fazer então?

Como mãe de um rapaz autista criança talvez eu seja capaz de interpretar momentos que preleciono aqui:

 O que se diz ou faz, como se diz ou faz, em que momento e o porquê afetam profundamente as relações professor-aluno autista, influenciando diretamente o processo ensino-aprendizagem.

 Afetividade não se limita apenas a manifestações de carinho físico e de elogios superficiais.

 as manifestações epidérmicas da afetividade lambida se fazem substituir por outras de natureza cognitiva, tais como respeito e reciprocidade.

 Adequar a tarefa às possibilidades do autista, fornecer meios para que realize a atividade confiando em sua capacidade que não pode ser medida ou desmedida.

 demonstrar atenção às suas dificuldades e problemas são maneiras bastante refinadas de comunicação afetiva.

 Medo, angústia, ansiedade e frustração são sentimentos que desgastam o autista. A serenidade e a tranqüilidade dos professores auxiliam na redução ou até na eliminação desses sentimentos desagregadores.

 Amar, amar muito a educação especial...



São tantos os mapas do autismo que o professor da educação especial burila especializações e negociações, mudanças e inovações. Essas devem ser decididas durante uma experiência intensiva em que sejam adotadas práticas pedagógicas mais adequadas e consistentes no descobrimento dos caminhos, da carta geográfica que pode ajudar o autista na sua convivência diária.


Afinal, aprendizes-autistas, para serem bem sucedidos em suas tarefas escolhidas, precisam de comunicação. Precisam ser compreendidos, não avaliados, não julgados, não ensinados, mas sim MAPEADOS.

Pais, professores, terapeutas, profissionais, familiares, em minha pequena experiência creio que o principal Mapa é o do AMOR, bem incondicional, sem cobrança e com ousadia.

E novamente lembro-me de que Rubens Alves um dia já escreveu: “Quem dança com as idéias descobre que pensar é a alegria. Se pensar lhe dá tristeza é porque você só sabe marchar, como soldados em ordem unida. Saltar sobre o vazio, pular de pico em pico. Não ter medo da queda. Foi assim que se construiu a ciência: não pela prudência dos que marcham, mas pela ousadia dos que sonham. Todo conhecimento começa com o sonho”.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

ORAÇÃO DE NATAL




" Oração de Natal "

Senhor, nesta Noite Santa, depositamos diante de Tua manjedoura todos os sonhos, todas as lágrimas e esperanças contidos em nossos corações.
Pedimos por aqueles que choram sem ter quem lhes enxugue uma lágrima.
Por aqueles que gemem sem ter quem escute seu clamor.
Suplicamos por aqueles que Te buscam sem saber ao certo onde Te encontrar.
Para tantos que gritam paz, quando nada mais podem gritar. Abençoa, Jesus-Menino, cada pessoa do planeta Terra, colocando em seu coração um pouco da luz eterna que vieste acender na noite escura de nossa fé.
Fica conosco, Senhor! Assim seja!
(autor desconhecido)

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Atenção especial no Autismo - Orientações Dietoterápicas.




O termo autismo vem do grego “autós” que significa “de si mesmo”. Em 1906, Plouller introduziu o termo autista na literatura psiquiátrica. Mas foi Bleuler, em 1911, o primeiro a difundir o termo autismo para referir-se ao quadro de esquizofrenia, que consiste na limitação das relações humanas e com o mundo externo.

Em 1943, o psiquiatra americano Leo Kanner, que trabalhava em Baltimore, nos Estados Unidos, descreveu um grupo de onze casos clínicos de crianças em sua publicação intitulada “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo” (Autistic Disturbances of Affective Contact). As crianças investigadas por Kanner apresentavam inabilidade para se relacionarem com outras pessoas e situações desde o início da vida (extremo isolamento), falha no uso da linguagem para comunicação e desejo obsessivo ansioso para a manutenção da mesmice.

Segundo Kanner, o autismo era causado por pais altamente intelectualizados, pessoas emocionalmente frias e com pouco interesse nas relações humanas da criança. Em 1944, o pediatra austríaco Hans Asperger, em Viena, descreveu crianças que tinham dificuldades de integrar-se socialmente em grupos, denominando esta condição de “Psicopatia Autística” para transmitir a natureza estável do transtorno. Estas crianças exibiam um prejuízo social marcado, assemelhavam-se com as descritas por Kanner, porém tinham linguagem bem preservada e pareciam mais inteligentes. Entretanto, Asperger acreditava que elas eram diferentes das crianças com autismo na medida em que não eram tão perturbadas, demonstravam capacidades especiais, desenvolviam fala altamente gramatical em uma idade precoce, não apresentavam sintomas antes do terceiro ano de vida e tinham um bom prognóstico.

A publicação de Kanner ficou conhecida, enquanto que o artigo de Asperger, escrito em alemão, só foi transcrito para o inglês por Lorna Wing, em 1981. O transtorno de Asperger se diferencia do autismo essencialmente pelo fato de que não se acompanha de retardo ou deficiência de linguagem ou do desenvolvimento cognitivo. A diferença fundamental entre um indivíduo com autismo de alto funcionamento e um indivíduo com transtorno de Asperger é que o com autismo possui QI executivo maior que o verbal e atraso na aquisição da linguagem. Na prática clínica, a distinção fará pouca diferença, porque o tratamento é basicamente o mesmo.

É relevante salientar que algumas das especulações da publicação original de Kanner, como a frieza afetiva dos familiares (particularmente a da mãe), de a inteligência das crianças ser normal e de não haver presença de co-morbidade, com o tempo, mostraram-se incorretas. Com a evolução das pesquisas científicas, concluiu-se que o autismo não é um distúrbio do contato afetivo, mas sim um distúrbio do desenvolvimento. Em 1976, Lorna Wing relatou que os indivíduos com autismo apresentam déficits específicos em três áreas: imaginação, socialização e comunicação, o que ficou conhecido como “Tríade de Wing”.


Diante de todas as implicações do distúrbio neurológico e metabólico do autista, o tratamento deve ser aplicado de forma interativa e multidisciplinar, sendo a nutrição um importante contribuinte no somatório para a melhoria nas características e nos sintomas da desordem autista. Uma criança autista não deve ter alimentos processados na sua alimentação.

Toda comida deve ser apresentada da forma mais próxima da natureza possível. Peixes, carnes frescas, ovos, castanhas e sementes, alho e azeite extra virgem, quinua, devem ser preparados em casa com complementos também frescos. Quanto mais o alimento é processado, mais quimicamente alterado e com menos nutrientes eles ficam. Além de perder o seu valor nutricional, alimentos processados perdem as suas principais características de sabor e cor.

Todos os cereais matinais, biscoitos, pães, massas, chocolates, doces, geléias, açúcares, frutas em calda, alimentos pré-cozidos cheios de misturas, são carboidratos altamente processados.
Sem contar que, os carboidratos processados têm efeito nocivo na flora intestinal, eles
alimentam as bactérias patogênicas e os fungos no intestino, promovendo o seu
crescimento e proliferação

O que deve compor na alimentação do autista:

Carboidrato com baixos índices glicêmicos como: frutas e vegetais crus e alguns cereais integrais cozidos e preparados por você mesmo. Frutose tem um baixo índice glicêmico. Frutas e vegetais devem ser consumidos crus quantas vezes possível na forma de saladas, sticks, pedaços, lanches entre as refeições com suas cascas e sementes. Água mineral ou água filtrada com uma fatia de limão é a melhor bebida para as crianças autistas; Cebola e alho para o cozimento; Quinua;
Carnes, peixes, aves domésticas, carnes orgânicas e ovos caipira – todos frescos e cozidos em casa

O que deve ser evitado na alimentação da criança autista:

Cereais matinais: são carboidratos altamente processados, cheios de açúcar e outras substâncias, eles têm um alto índice glicêmico e são péssimos para o equilíbrio da flora intestinal. Salgadinhos e aperitivos (incluindo pipoca) também são carboidratos processados com alto índice glicêmico.

Trigo: a criança autista não tem um sistema digestivo saudável então trigo, aveia, centeio, arroz, milho, particularmente os processados, devem ser mantidos fora da alimentação. Açúcar e nada que seja feito com ele.

DICA: aniversário ou outras ocasiões especiais pode fazer bolos caseiros feitos usando mel ao invés de açúcar e farinha de amêndoas ou qualquer outra castanha moída; Refrigerante e Suco industrializados são fontes de açúcar, aditivos químicos e fungos; Laticínios, alimentos contendo caseína* e glúten.

* a caseína também pode ser encontrada em alimentos que não sejam do grupo de
laticínios, por exemplo: certas marcas de atum em lata contem caseína. VERIFIQUE
SEMPRE OS RÓTULOS DAS EMBALAGENS

(Texto: Nutrociência Assessoria em Nutrologia)

Para mais informações: http://www.autism.com/ http://www.ama.org.br/html/home.php
http://www.autismoinfantil.com.br/

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

VIVENDO COM AUTISMO (O MUNDO SENSORIAL)




O mundo sensorial do espectro do autismo.

Apesar de ser universalmente reconhecida como uma característica do autismo, sensorial ou com excesso de sensibilidade, é frequentemente ignorado. O guia a seguir fornece uma compreensão básica das dificuldades sensoriais que as pessoas com autismo ou Síndrome de Asperger pode ter, e as estratégias que podem ajudar.




Para funcionar e participar do mundo que nos rodeia, precisamos usar os nossos sentidos. Os sentidos fornecem aos indivíduos experiências únicas e nos permitem interagir e se envolver com o resto da sociedade. Eles nos ajudam a compreender o ambiente que nos rodeia e responder dentro dele. Eles desempenham um papel significativo em determinar quais as ações que levamos em uma situação particular. Imagine o que acontece quando um, ou todos os seus sentidos são intensificados ou não estão presentes em tudo, muitas vezes referida como disfunção de integração sensorial. Este é o caso de muitos indivíduos do espectro do autismo.
Existem várias definições de autismo, mas eles raramente falam de como uma pessoa com autismo se sente. É somente através de histórias pessoais dos próprios indivíduos, que podemos expressar e descrever o que se passa em seu mundo sensorial doloroso. Funções diárias, que a maioria das pessoas tomam para concedido, pode, podem para pessoas com autismo ser negativo e experiências perturbadoras. Comportamentos apresentados por alguém com autismo, muitas vezes, ser uma reação direta à sua experiência sensorial. Por conseguinte, é compreensível porque eles criam rituais, ou têm comportamentos auto-estimulatórios como spinning, batendo e batendo, porque isso os faz sentir que estão no controle e se sentem seguros em seu mundo original.

Integração sensorial
Ayres (1979, Smith Myles et al, 2000) definiu a integração sensorial como "a organização da sensação de utilização". Trata-se de sensação de viragem na percepção.
O sistema nervoso central (cérebro) processa todas as informações sensoriais enviados a partir de vários sistemas sensoriais do corpo e ajuda a organizar, priorizar e entender as informações. A partir disso, é capaz de uma ação de resposta: estes podem ser pensamentos, sentimentos, respostas motoras (comportamento) ou uma combinação destes. Durante todo o nosso corpo, temos receptores, que captam a estímulos sensoriais. Nossas mãos e pés contêm a maioria dos receptores. Na maioria das vezes o tratamento da informação sensorial é automática
Os sistemas sensoriais podem ser divididas em seis áreas. Estes podem ser divididos em duas áreas principais: hiper (alto) e hipo (sensibilidade baixa). No entanto, é importante lembrar que as dificuldades / diferenças podem, alguns indivíduos se enquadram em ambas as áreas.

Sistema do Equilíbrio
Situado na orelha interna, esta fornece informações sobre onde está nosso corpo no espaço e sua velocidade, direção e movimento, tudo em relação à força da gravidade. É fundamental para nos ajudar a manter nosso equilíbrio e postura. Para um indivíduo sobre o espectro, as dificuldades / diferenças podem ser:
Hipo

a necessidade de balançar, balançar, girar.

Hiper

dificuldades em atividades que incluem o movimento, como o desporto
dificuldades em parar rapidamente ou durante uma atividade
dificuldades com as atividades onde a cabeça não está na posição vertical, ou quando os pés estão no chão.


Sistema da consciência corporal (propriocepção)
Situado nos músculos e articulações, o nosso sistema de percepção do corpo nos diz que nossos corpos são. Ele também nos informa que as partes de nosso corpo são e como eles estão se movendo. Para um indivíduo sobre as dificuldades do espectro / diferenças podem ser:
Hipo

proximidade - de pé muito próximo a outro / não compreensão do espaço corporal pessoal
andar pelos cômodos da casa - evitar obstruções
esbarrar em pessoas.

Hiper

dificuldades com habilidades motoras finas, a manipulação de pequenos objetos (botões, amarrar cadarços de sapatos)
movimentos de corpo inteiro a olhar para alguma coisa.
Sistema do Cheiro (olfatório)
Processado através de receptores químicos no nariz, isso nos diz sobre cheiros em nosso ambiente imediatamente. O olfato é um sentido que é muitas vezes negligenciado e esquecido. É, no entanto, o primeiro sentido que confiamos. Para um indivíduo sobre as dificuldades do espectro / diferenças podem ser:
Hipo

alguns indivíduos não têm nenhum sentido de cheiro e não conseguem perceber os odores extrema
Algumas pessoas podem lamber coisas.

Hiper

cheiros podem ser intensificados e avassaladores
problemas com banheiro
não gostar de pessoas com perfumes distintos, shampoos, etc
Sistema Visual
Situado na retina do olho e ativado por luz, nossa visão nos ajuda a definir os objetos, pessoas, cores, contraste e limites espaciais. Para um indivíduo sobre as dificuldades do espectro / diferenças podem ser:
Hipo

podem ver as coisas mais escuras, perder os recursos de linha
para alguns, podem concentrar-se na visão periférica, pois sua visão é borrada central, outros dizem que o principal objetivo é ampliada e na periferia as coisas tornam-se turva
Percepção de profundidade deficiente - problemas com jogar e pegar, imperícia.

Hiper

visão distorcida ocorre e objetos e luzes brilhantes pode saltar em torno
fragmentação de imagens, como conseqüência de muitas fontes
focalizando detalhe particular (grãos de areia) mais prazeroso do que olhar para uma coisa como um todo.
Sistema da Audição (auditivo)
Situado na orelha interna, este informa-nos sobre os sons do ambiente. É o aspecto mais comumente reconhecida de deficiência sensorial. Para um indivíduo sobre o espectro, as dificuldades / diferenças podem ser:
Hipo

os sons só podem ser ouvidos com uma orelha, outra orelha ou apenas ter ouvido parcial ou nenhum
a pessoa pode não reconhecer sons particular
Gostam de lugares lotados e barulhentos, cozinhas, portas e objetos.

Hiper

volume de ruído podem ser ampliadas e em torno de sons distorcidos e confusos
incapacidade para cortar sons particulares - dificuldade de concentração
eles podem ter um limiar inferior de audição, o que os torna particularmente sensíveis a estímulos auditivos, por exemplo, ouvir conversas à distância.

Sua deficiência auditiva pode ter um efeito direto sobre a sua capacidade de comunicação e também podem afetar seu equilíbrio.

Sistema Tátil
Situado sobre a pele, o maior órgão do corpo, que se refere ao toque, tipo de pressão, nível de dor e nos ajuda a distinguir a temperatura (quente e frio).
O toque é um componente importante no desenvolvimento social. Ela nos ajuda a avaliar o ambiente em que estamos e nos permite reagir em conformidade. Para um indivíduo sobre as dificuldades do espectro / diferenças podem ser:
Hipo

tem outros bem
tem alto limiar de dor - dor / temperatura
auto-agredir
Gostam de objetos pesados em cima deles.

Hiper

toque pode ser doloroso e desconfortável e muitas vezes eles vão retirar os aspectos do toque, que pode ter um efeito grave em seus relacionamentos com os outros
não gostam de ter tudo nas mãos ou pés
dificuldades em escovar os dentes e lavar o cabelo
só gosta de certos tipos de roupa ou texturas.
Sistema do paladar
Processado através de receptores químicos na língua que nos fala sobre diferentes sabores - doce, azedo, amargo, salgado e picante. Os indivíduos, muitas vezes têm dietas restritas, como resultado de suas papilas gustativas são super sensíveis. Para um indivíduo sobre as dificuldades do espectro / diferenças podem ser:
Hipo

gosta de alimentos muito condimentados
come de tudo - o solo, a grama, materiais.

Hiper

alguns sabores e alimentos são demasiado fortes e irresistível para elas
determinadas texturas também causa desconforto, algumas crianças só comem alimentos suaves, tais como purê de batatas ou gelados.
Sinestesia
Esta é uma condição rara, separada do autismo, que alguns indivíduos do espectro dizem ter experiência. Isto é, quando a confusão nos canais sensoriais ocorrem. Uma experiência sensorial entra através de um sistema e através de um sistema diferente. Por exemplo, uma pessoa ouve um sistema (som auditivo), mas vê a cores (sistema visual).

As estratégias possíveis
Uma maior compreensão do mundo sensorial dos indivíduos do espectro permite que você possa ajudá-los a desenvolverem em um ambiente mais confortável.

As seguintes idéias e estratégias podem ajudar quando se tenta criar um ambiente confortável para um indivíduo sobre o espectro, para evitar a sobrecarga dos sentidos.
Considerações gerais para lembrar:

Conscientização
Sabendo que a disfunção sensorial pode ser a razão para o problema, sempre examinar o ambiente.
Seja criativo
Use sua imaginação para chegar a experiência positiva sensorial e / ou estratégias.
Preparar
Sempre avisar o indivíduo de possíveis estímulos sensoriais que podem experimentar, por exemplo, lugares lotados.
Terapia de integração sensorial
Terapia de integração sensorial envolve a exposição leve a vários estímulos sensoriais. O objetivo desta terapia é fortalecer, equilibrar e desenvolver o sistema nervoso central de processamento de estímulos sensoriais. Delacato (1974), que introduziu o conceito de terapia de integração sensorial, a terapia focada nos cinco sistemas sensoriais - visão, paladar, olfato, audição e tato. Hoje, terapeutas ocupacionais continuam a concentrar-se nestas áreas, bem como incorporar o vestibular e de propriocepção, quando da criação e planejamento de um cronograma de atividades para um indivíduo.

Equilíbrio (vestibular)
Hipo

incentivar atividades que as ajudam a desenvolver o seu sistema vestibular - cavalo de balanço.

Hiper

decompor as atividades em pequenos passos, de usar pistas visuais como uma linha de chegada ou avisos.
Consciência corporal (propriocepção)
Hipo

Salão de posição em torno da borda da sala para facilitar a navegação
colocar fita colorida no chão para indicar os limites
utilizar a regra de curta distância.

Hiper

atividades de segmentação
placas de renda.
Cheiro (olfatório)
Hipo

use produtos com cheiro forte como recompensa e para distraí-los de estímulos inadequados, possivelmente com cheiro forte (fezes).

Hiper

uso de detergentes ou shampoos, abster-se de usar perfumes, tornar o ambiente como fragrância livre quanto possível.
visual
Hiper

reduzir a iluminação fluorescente, utilizando lâmpadas de profundidade de cor, em vez
óculos de sol
criar uma estação de trabalho em sala de aula: um espaço de secretária ou com muros altos ou dividir em ambos os lados para bloquear as distrações visuais da frente e dos lados
cortinas blackout.

Hipo

aumentar o uso de pistas visuais.
Audição (auditivos)
Treinamento de integração auditiva
No início de 1980 o Dr. Guy Berard criou uma máquina que os testes e exercícios indivíduos sistema auditivo. Esta abordagem considera que os comportamentos são uma consequência das dificuldades no sistema auditivo. Ao produzir vários sons, alterando a máquina é capaz de usar seus filtros auditivos para maximizar o volume sem causar desconforto. O objetivo é treinar o sistema auditivo e de equilíbrio que o seu contributo. A investigação sobre esta abordagem é muito limitada.
A terapia de música
Os benefícios da musicoterapia tem sido reconhecido, e é frequentemente utilizado com indivíduos do espectro. A terapia de música proporciona aos indivíduos uma oportunidade única para se comunicar, interagir e se expressar.
Hiper

portas fechadas e janelas - para reduzir os sons externos que têm de lidar
prepará-los antes de ir para um lugar barulhento ou situações de lugares cheios
tampões para os ouvidos
Walkman ou MP3
criar uma estação de trabalho.

Hipo

usar pistas visuais para fazer backup das informações verbais.
Tátil
Hipo

cobertores pesados
sacos de dormir.

Hiper

Avise a criança se você estiver prestes a tocar-lhe, sempre aproximar-se dele ou dela de frente
Lembre-se que um abraço pode ser doloroso e não reconfortante
gradualmente introduzir texturas diferentes
Aos poucos realize atividades próprias, que lhes permite regular a sensibilidade (por exemplo, escovar o cabelo e lavar).
Salas sensoriais
Ambientes sensoriais são destinadas a fornecer aos indivíduos a oportunidade de estimular, desenvolver e / ou equilíbrio dos sistemas sensoriais.
Eles estão localizados principalmente em escolas especializadas que o acesso é bastante limitado. No entanto, muitas famílias optaram por adaptar um quarto em sua casa para criar um espaço de estimulação sensorial ou recarregar.
Salas ou espaços sensorial pode assumir várias formas, por exemplo branco, escuro, de som, interativo, água ou jardim. Suas principais funções tendem a ser terapêutico, educacional e lazer, tudo em relação ao desenvolvimento.
Os equipamentos utilizados nos quartos variam dependendo do tipo, função e necessidades do indivíduo a usá-lo. A lista a seguir dá exemplos de equipamentos para fornecer estímulo para todos os sistemas sensoriais. Os estímulos podem incluir uma música suave, almofadas vibratórias, as fibras ópticas, bolas de espelho, tubos de bolha, camas de água, paredes tátil, discoteca luzes e projetores, para citar apenas alguns. O equipamento pode ser configurado com opções, a pressão de som e movimento que, em seguida, ativa uma parte do equipamento na sala. A criança vem para reconhecer causa e efeito.
Os benefícios relatados de salas sensoriais vem a apresentar, principalmente a partir de experiências e observações pessoais, pois existem apenas uma quantidade limitada de pesquisa.

Profissionais que podem ajudar
Terapeuta Ocupacional
Eles desempenham um papel fundamental nas dificuldades sensoriais por meio de programas e, muitas vezes a adaptação dos ambientes para garantir aos indivíduos ter uma vida tão independente quanto possível.
terapeuta da fala e linguagem
Muitas vezes o uso de estímulos sensoriais para incentivar e apoiar o desenvolvimento da linguagem e interação.
musicoterapeuta
Usa instrumentos e sons (estímulos auditivos), para incentivar e desenvolver os sistemas sensoriais, principalmente o sistema auditivo.

Exemplos de problemas
Problema: mastiga tudo, incluindo roupas e objetos

Possíveis razões sensoriais
Acha relaxante.
Possíveis soluções
Tubos livre de Látex, palhas.
Problema: Manchando

Possíveis razões sensoriais
Pode gostar da textura em suas mãos ou ser hipo-sensível aos cheiros.
Possíveis soluções
Experimente e introduzir materiais similares, tais como geléia, farinha de milho e água.
Problema: se recusa a usar certas roupas

Possíveis razões sensoriais
Podem não gostar da textura ou pressão na pele.
Possíveis soluções
Transforme os itens de dentro para fora isso onde não há costura, remover quaisquer etiquetas ou rótulos, que lhes permita usar roupas que são confortáveis por dentro
Problema: Dificuldades para pegar no sono

Possíveis razões sensoriais
Pode ter dificuldade em fechar os sentidos, em especial, visual e auditiva.
Possíveis soluções
Use cortinas blackout ou cobertores pesados.
Problema: tem dificuldade em concentrar-se na sala de aula

Possíveis razões sensoriais
Pode ter muitas distrações sensoriais, pode ser muito ruidoso (falando, sinos, cadeiras raspando no chão), os lotes de estímulos visuais (pessoas, retratos na parede), também pode encontrar desconforto ao segurar o lápis (pode sentir duro / frio) .
Possíveis soluções
Posicioná-los longe das portas e janelas, móveis, use na sala para criar uma área livre de distrações ou, se possível, uma estação de trabalho individual, experimente diferentes texturas para tornar o lápis mais confortável.



Fonte do texto: CORA

Disponível em: http://corautista.org/vivendo-o-mundo-sensorial.html Acesso em: 15 dez 2010

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

HOMENAGEM A ROSANNA GONÇALVES: MÃE




Estou admirada por ter conseguido encontrar
e transformar em palavras
o lado belo da criança autista.
Preciso também me capacitar
com essa força que há na poesia.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PERMISSIONÁRIO AUTISTA




silvânia mendonça almeida margarida



Perguntaram a meu eu espiritual
Como poderia regar meus sofrimentos
Eu disse como um lamento
Um grande permissionário eu sou


Lá de cima,
em tom de grande esperança
Alguém me diz
deveria ser protetor bem feliz

“Enquanto você caminha
pelas estradas do seu mundo
Irá estranhar
as forças dos ventos
O paraíso vai parecer
estranho e longínquo
Você vai carregar chuva
para lavar seu limpo espírito
E não vai sentir a luz do seu sol
Mas desistir de todo encanto
Ainda dá tempo para tanto
Mas se quiser vencer todos os medos
Terá que passar pela dor do amor
Espere que a bênção do mundo de Deus
caia sobre você”


“Não terá uma palavra gentil
para aqueles que você encontrar,
viverá sozinho no seu plano de vida
Quando lhe indagarem algo
não vai falar e retrucar
O seu silêncio será
um intróito do seu mundo
Que você entenda a força
e o Poder de Deus
Na tempestade e no inverno
na silenciosa beleza da terra
e o calmo crepúsculo do verão
E que você possa reconhecer
quão insignificante um permissionário-autista
Desponta nos novos elos da criação”

Queres ir?"

Você não inspirará beleza nas flores,
no universo inteiro cheio
de estrelas estarão apagadas,
nas crianças, nas canções,
na água azul do nosso planeta,
que você não irá notar
somente em orações o seu eu figurará
e na vida que já se foi ...
Queres tentar?”

“Devo ir, tenho que ir
Fui além das escrituras
De todas as portas abertas
Chorei em prantos abalados
Não aceitei as ofertas
Um permissionário autista eu sou”
Espero que a Luz do Senhor
brilhe dos meus olhos
Como a vela na janela
que eu dê boas vindas
ao viajante cansado
Quem sabe ser a fogueira
Que ilumina corações amargurados

“Devo ir, tenho que ir
Fui além das escrituras
De todas as portas abertas
Chorei em prantos abalados
Não aceitei as ofertas
Um permissionário autista eu sou”

"Vitorioso e livre
Um dia voltarei
Pois faço parte da grande obra de Deus”

domingo, 12 de dezembro de 2010

Natal: Jesus ou Papai Noel?


FREI BETO


Aproxima-se o Natal. Curioso como, numa sociedade tão laicizada como a nossa, na qual predomina a tendência de escantear a religião para a esfera privada, uma festa religiosa ainda possa constituir um marco no calendário dos países do Ocidente.

Há nisso uma questão de fundo: o ser humano é, por natureza, lúdico e sociável, o que o induz a ritualizar seus mais atávicos gestos, como alimentar-se ou se relacionar sexualmente. Além de elaborar, condimentar e enfeitar sua comida, o que nenhum outro animal faz, o ser humano exige mesa e protocolo, como talheres e a sequência prato forte e sobremesa.

No sexo, não se restringe ao acasalamento associado à procriação. Faz dele expressão de amor e o reveste de erotismo e liturgia, embora o pratique também como degradação (prostituição, pornografia e pedofilia) e violência (jogo de poder entre parceiros).

O Carnaval, como o Natal, era originariamente uma festa religiosa. Nos três dias que antecedem a Quaresma, período de jejum e abstinência recomendados pela Igreja, os cristãos se fartavam de carnes – daí o termo Carnaval, festival da carne. Resume-se, hoje, a uma festa meramente profana, onde a carne predomina em outro sentido...

Essa transmutação ocorre também com o Natal. Por ser festa de origem cristã, para celebrar o nascimento de Jesus, a sociedade laica e religiosamente plural a descaracteriza pela introdução da figura consumista de Papai Noel. O que deveria ser memória da presença de Deus na história humana, passa a ser mero período de miniférias centrada em muita comilança e troca compulsiva e compulsória de presentes.

Daí o desconforto que todo Natal nos traz. Como se o nosso inconsciente denunciasse o blefe. Sonegamos a espiritualidade e realçamos o consumismo. Ótimo para o mercado. Mas o será também para as crianças que crescem sem referências espirituais e valores subjetivos, sem ritos de passagem e senso de celebração?

Longe de mim pretender restaurar a religiosidade repressiva do passado. Mas se há algo tão inerente à condição humana, como a manutenção (comer) e a procriação (sexo) da vida, é a espiritualidade. Ela existe há cerca de um milhão de anos, desde que o símio deu o salto para o homo sapiens. As religiões são recentes, surgiram há menos de dez mil anos.

Se a espiritualidade não é fomentada na linha da interiorização subjetiva e da expressão de conexão com o Transcendente, ela corre o sério risco de, apropriada e redirecionada pelo sistema, cair na idolatria de bens materiais (patrimônio) e de bens simbólicos (prestígio, poder, estética pessoal etc). Talvez isso explique por que a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas similares a catedrais pós-modernas...

Já não são princípios religiosos que norteiam a nossa vida. Desestimulados ao altruísmo e à solidariedade, centramos a existência no próprio umbigo – o que certamente explica, na expressão de Freud, “o mal-estar da civilização”, hoje acrescido desse vazio interior que gera tanta angústia, ansiedade e depressão.

Com certeza o Natal é ocasião propícia para, como propôs Jesus a Nicodemos, nascer de novo...



Frei Betto é escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros. www.freibetto.org twitter: @freibetto

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

PARA ALÉM DO PRECONCEITO



PARA ALÉM DO PRECONCEITO - A Convenção, Cidadania e Dignidade


IMAGEM PUBLICADA - Um homem, provavelmente indiano, com pernas atrofiadas é empurado por uma jovem, dentro de um rundimentar meio de transporte, qual um carrinho rústico, com uma criança pequena entre as pernas, circulando em uma rua aberta com veículos ao fundo, representando, na minha visão, a maioria das 650 milhões de pessoas com deficiência do mundo globalizado, ou seja 06 de cada 10 pessoas com deficiência são pobres, desfiliados, marginalizados e ainda estigmatizados. Uma foto em P&B de Khaled Satter, difundida pela OMS (Organização Mundial de Saúde) com a finalidade de difundir a CIF (Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde- 2001), que foi premiada em "1º lugar", por mim.

"Ser cidadão, perdoem-me os que cultuam o direito, é ser como o estado, é ser um indivíduo dotado de direitos que lhe permitem não só se defrontar com o estado, mas afrontar o Estado. O indivíduo seria tão forte quanto o estado. O indivíduo completo é aquele que tem a capacidade de entender o mundo, a sua situação e que, se ainda não é cidadão, sabe o que poderiam ser os seus direitos..." (Milton Santos, Cidadania Mutilada in O Preconceito)

O pensador e intelectual Milton Santos nos instiga a afirmação de nossos direitos. Ele interroga em seu texto: "O que é ser cidadão neste país?". E, hoje, quando se comemora o DIA INTERNACIONAL DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA (Onu) temos de buscar uma nova afirmação destes que tiveram por muito tempo sua cidadania mutilada. Eles, muitas vezes fisicamente mutilados, foram considerados, até recentemente, apenas objeto de intervenção, seja do Estado ou da Sociedade civil.

Hoje, quando a sua cidadania, quando reconhecida, permite até um enfrentamento do Estado, é a hora de buscar que direitos devem ser difundidos, educacional e persistentemente, para que sua diferença e diversidade funcional possam realmente estar em processo de inclusão social.

Em recente evento promovido pela RIADIS ( Red Latinoamericana de Organizaciones No Gubernamentales de Personas con Discapacidad y sus Familias ) e Conectas Direitos Humanos, na cidade de São Paulo, acerca da "Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência - Avanços, Desafios e Participação da Sociedade Civil", no mês de novembro, foi construído um importante marco sobre a questão do que podemos, pessoas com e sem deficiência, realizar para que o Artigo 33, acerca da Implementação e Monitoramento da Convenção em nosso país, seja plural, democrático e, principalmente, realize, concretize e implemente o que já está no Decreto Lei 6949/2009, para que os sujeitos com deficiência tornem-se, como diz Milton Santos, "indivíduos completos".

Tenho comigo a convicção de que um dos meios mais importantes, na atual situação econômica, social e política em que se encontram a maioria das pessoas com deficiência, ainda em desfiliação social e pobreza, que, sem dúvida já ultrapassam os 25 milhões de brasileiros e brasileiras do Censo de 2000, é indispensável que também, e em especial hoje, façamos conhecer o Artigo 8 - CONSCIENTIZAÇÃO, da Convenção, que nos diz:

1. Os Estados Partes se comprometem a adotar medidas imediatas, efetivas e apropriadas para:
a) Conscientizar toda a sociedade, inclusive as famílias, sobre as condições das pessoas com deficiência e fomentar o respeito pelos direitos e pela dignidade das pessoas com deficiência;
b) Combater estereótipos, preconceitos e práticas nocivas em relação a pessoas com deficiência, inclusive aqueles relacionados a sexo e idade, em todas as áreas da vida;
c) Promover a conscientização sobre as capacidades e contribuições das pessoas com deficiência.

2. As medidas para esse fim incluem:
a) Lançar e dar continuidade a efetivas campanhas de conscientização públicas, destinadas a:
i) favorecer a atitude receptiva em relação aos direitos das pessoas com deficiência;
ii) Promover a percepção positiva e maior consciência social em relação às pessoas com deficiência;
iii) Promover o reconhecimento das habilidades, dos méritos e das capacidades das pessoas com deficiência e de sua contribuição para o local de trabalho e o mercado laboral;

b) Fomentar em todos os níveis do sistema educacional, incluindo neles todas as crianças desde tenra idade, uma atitude de respeito para com os direitos das pessoas com deficiência;
c) Incentivar todos os órgãos de mídia a retratar as pessoas com deficiência de maneira compatível com o propósito da presente Convenção;
d) Promover programas de formação sobre sensibilização a respeito das pessoas com deficiência e sobre os direitos das pessoas com deficiência.

Estas medidas devem ser um dever de Estado e um direito de todos e todas no Brasil. A Convenção além de ratificada na íntegra tem também seu Protocolo Facultativo, que permite-nos a denúncia de quaisquer violações dos seus artigos. Qualquer pessoa, grupo ou entidade poderá enviar a um Comitê sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Artigo 34), e nós, enquanto cidadãos e cidadãs, devemos estar alertas para que nossa participação política e social se faça presente no monitoramento da aplicação destas medidas de conscientização.

Para tanto devemos, no Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, potencializar nossos desejos de, micropoliticamente, nos confrontarmos com todas as formas de preconceito e estigmatização a que somos submetidos. Precisamos quebrar, romper e transpor as barreiras invisíveis de velhos paradigmas, enraizadas em instituições que temem a perda de poder e uso das pessoas com deficiência, espaços de segregação ou de institucionalização que se locupletam e dependem dos corpos que serão, biomedicamente, considerados defeituosos.

É HORA, PORTANTO, DA MÁXIMA VISIBILIZAÇÃO E DE "OCUPAÇÃO PACÍFICA, PORÉM AGUERRIDA" DE TODOS OS ESPAÇOS, SEJAM DA MÍDIA, QUE AINDA DIZ E ESCREVE SOBRE "PORTADORES", DAS ESCOLAS E EDUCADORES QUE CRIAM OBSTÁCULOS À INCLUSÃO ESCOLAR, ASSIM COMO DAS QUE NEGAM AS SINGULARIDADES E DIFERENÇAS NA PLURALIDADE E NO MULTICULTURALISMO QUE DEVE ALICERÇAR A EDUCAÇÃO INCLUSIVA, DAS ENTIDADES ASSISTENCIALISTAS QUE SE APEGAM A ESTEREÓTIPOS, DOS QUE GANHAM DINHEIRO EM NOME DE SUPOSTAS CARIDADES OU APLACAMENTO DE CONSCIÊNCIAS CULPOSAS E REFORÇAM APENAS O MODELO REABILITADOR, DOS QUE SE NEGAM A RECONHECER AS POTENCIALIDADES DE PESSOAS COM DEFICIENCIA NO TRABALHO E NÃO RECONHECEM AS ARTIMANHAS HIPERCAPITALISTAS NO CUMPRIMENTO DE COTAS E DE INSERÇÃO LABORATIVA COM EQUIPARAÇÃO DE OPORTUNIDADES, DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE QUE NÃO ENXERGAM PARA ALÉM DOS DITAMES BIOMÉDICOS SOBRE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E SE RECUSAM A APRENDER OS NOVOS CONCEITOS TRAZIDOS PELA CIF (CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE FUNCIONALIDADE, INCAPACIDADE E SAÚDE - 2001), PARA OS OPERADORES DE DIREITO QUE AINDA PERSISTEM NO DESCONHECIMENTO DA CONVENÇÃO E SUA MUDANÇA DE PARADIGMAS NO DIREITO E PERSISTEM EM UM OLHAR VITIMIZADOR E DESPOTENCIALIZADO DOS SUJEITOS DE DIREITO QUE SÃO AS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA... É HORA DE NOSSAS REVOLUÇÕES MOLECULARES PROVOCAREM ESTES INSTITUÍDOS, E, TRANSVERSALIZANDO SEUS TERRITÓRIOS, PROMOVER A CRIAÇÃO RIZOMÁTICA, OU SEJA MULTIPLICADORA E CONTAGIANTE, DE NOVOS PARADIGMAS E NOVAS CARTOGRAFIAS.

Os tempos são da Acessibilidade, da visão Bioética, da Cidadania, da Dignidade e da construção de novos princípios Éticos como alicerces para que ninguém, nenhuma pessoa, nenhum ser humano fique ainda debaixo da mutilação e violação de seus Direitos Humanos. Este ABCDário, se efetivamente realizado, pode ser um dos caminhos para um Outro Mundo Possível, para além dos preconceitos, para além das exclusões, rumo À SOCIEDADE DAS DIFERENÇAS...

Enquanto, passando o dia e ia escrevendo, pensando e repensando, lá na ONU, uma jovem negra, qual Milton Santos, com seu histórico de artrogripose, em sua cadeira de rodas, fazia ressoar a sua música e seu canto, com toda a intensidade do Zimbaue e da África. Ela, Prudence Mabhena, mostra ao mundo como é possível se tornar, mesmo com aparentes ''mutilações'' de seu corpo, muito mais efetivadas em sua cidadania, como podemos, ao soltar nosso canto de protesto e vida, um ''indivíduo completo e surpreendente". Ouçam e se apaixonem.

copyright jorgemarciopereiradeandrade (2010-2011 - favor citar as fontes e os autores em republicação livre na Internet e outros meios de comunicação de massa)

Informações, indicações e Conexões:

CONVENÇÃO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA - Decreto Legislativo 186/2008 - Decreto Lei 6949/2009
3ª ed- rev - Brasília - Secretaria de Direitos Humanos - Secretaria de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência , 2010.
Na internet - http://www.bengalalegal.com/apresenta.php http://www.bengalalegal.com/convencao.php

O Preconceito - Julio Lerner Editor - São Paulo, Imprensa Oficial do Estado - 1996-1997.

A CONVENÇAO SOBRE OS DIREITOS DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA COMENTADA - Coordenação de Ana Paula Crosara de Resende e Flavia Maria de Paiva Vital - Brasília: Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Corde - 2008.
Na Internet - http://www.bengalalegal.com/comentada.php

PRUDENCE MABHENA - MUSIC BY PRUDENCE - ver o texto A Música que Encanta Depende dos Olhos? http://infoativodefnet.blogspot.com/2010/03/musica-que-encanta-depende-dos-olhos.html
Para ouvir e se encantar - VEJA O VIDEO - COM A MUSICA AMAZING GRACE http://www.youtube.com/watch?v=llVp22UuVTg&feature=player_embedded

RIADIS - http://www.riadis.net/
CONECTAS - http://www.conectas.org/index.php/Home/index

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

COMO SE VOLTASSE AO PASSADO



silvania mendonça almeida margarida


Tem coisa que os meus olhos
sempre deveriam ter visto
Deve ter sido a visão de alguma
das doces faces da poesia
Nunca ter permitido determinar
o som dos meus ouvidos
o que aquela criança
vislumbrou ao ouvir
A solidão a nos devorar
Que longo silêncio poético
Um deserto natural
Que às vezes nos faz chorar
A poesia seria uma cantiga
Como uma criança
que engatinha ao andar

Ah!... Eu teria protegido meu coração.
Mas desse modo, ele seria infantil...
Como é bom poder relembrar.
A criança que fui um dia
Nunca deixando de sonhar
A vida é poesia...
Essa magia continua de quem ama
Brilho dos meus olhos e
o sorriso largo


Quando fui arco-íris
como se voltasse ao passado
Ao tempo em que era criança
Quando todos diziam
Que era a síntese da esperança
embora quando chorava
Por algum motivo qualquer
Não tinha sentido a vida
era litúrgica minha ilusão humana
Mas a natureza transcendente
Sustentava a natureza filosófica
De todo aquele que tem fé
E o autismo vem do Alto
e revela toda arte verdadeira
e o real sentindo o saber
precisa-se da mentira da ficção
para sempre mostrar algo da revelação...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

NATAL!!!!!



Soneto clássico decassílabo-sáfico-heróico Nº 1658
Por Sílvia Araújo Motta




Pode dizer-me então, o que é NATAL?
Se continua a fome... morte existe!
Está dormindo agora, o grande ideal?
A violência cresce e a dor persiste.

Se vale a pena, segue em frente, insiste!
Revolução já fazem contra o mal!
Quem tem amor e fé, luta e resiste!
Perdão espanta a guerra que é fatal.

Muitas razões, reflito em paz, comigo:
-Se a humanidade for capaz de amar,
sempre dará ao pobre, paz e abrigo.

Natal é luz, bondade e VIDA NOVA!
Entre as nações cantamos a louvar
ao Rei Menino-Deus que a Luz renova!

FONTE: CLUBE BRASILEIRO DA LÍNGUA PORTUGUESA
-
Belo Horizonte, 15 de dezembro de 2007

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