Elos Autísticos
Blog do André Luís Rian - O dia azul - Dia O2 de abril - Dia Mundial do Autismo
ELOS AUTÍSTICOS
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Sejam todos bem vindos. Convido você a conhecer o meu filho André Luís Rian, A missão de cuidar de uma criança autista é muito sublime e não se pode deixar de lado o amor pelo Orgulho Autista.
O dia a dia do autista é a intimidade de muitas poesias e muitas aprendizagens dentro da inclusão social autista. Cada dia é novo dia, para meu filho e suas atividades consideradas "diferentes"
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O dia a dia do autista é a intimidade de muitas poesias e muitas aprendizagens dentro da inclusão social autista. Cada dia é novo dia, para meu filho e suas atividades consideradas "diferentes"
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sábado, 17 de março de 2012
sexta-feira, 16 de março de 2012
Em 1996 eu já imaginava o autismo azul
PAI ESPECIAL,
ESTOU PAI DE VOCÊ...
"MÃE,
escrevo-lhe,
sorrateiramente, para me ajudar a pensar...
Não falo muito, pois tenho aquela fama de sizudo,
de sério; extrapolar meu jeito, seria um trejeito,
seria um perigo, para minha expressão de fortaleza.
Mas é hora de decisão.
É hora de pensar. É hora de agir.
O tempo está lá e é meu inimigo,
ou seria amigo corrigindo outras paragens?''
"Sou pai, amo meus filhos
Mas que temos feito desde então?
perguntam o que estão ao meu redor.
E ainda, mãe, reflito:
Não estaria você, querido amigo,
meio a turbilhões de pensamentos,
um pouco afoito?
As invovações pedagógicas e psicológicas,
e as diversas opções de melhora têm sido,
com você, companhias neste processo de dor.
''Não se esqueça da mãe do seu filho."
Eles dizem.
"Isto não responde às minhas indagações:
"Mas por que ter um filho deficiente?
Por que ser e situar-se como pai
de uma criança que está especial?
E você, mãe, em silêncio,
fica fechada e silenciosa.
Não contra-argumenta
os meus lamentos.
Não sugere o meu choro,
não sugere melancolia."
Por quê?
Nada me diz que você irá mudar,
irá ficar depressiva.
Você tinha este direito ou não quer!!??
Eu fico depressivo.
E carregado de metáforas e vocábulos
na minha poesia funesta, digo:
Você, mãe, é sempre estranha, é muito tranqüila.
''As vezes, me incomoda este seu jeito de ser.
Você não tinha que sofrer?''
Tranqüilamente você me diz:
"Que nada!! Tudo passa!!
Estamos felizes por que temos que ser felizes!!
Longe de mim, querer ser diferente"
E ainda, para melhor e minha inspiração:
Quantas vezes, ele,
o meu pequerrucho
abriu a boca para dizer,
o quê?
o silêncio trêmulo
do momento do encontro;
falar para quê
na verdade,
ele nunca disse nada.
Seria eu também
o pai de uma criança celestial?
sou anormal?ele é angelical?
ele está especial?
Quanta confusão!!! Meu Deus!!
Poderia dizer, sem medo de ser feliz,
não gosto do nada especial!!
Gosto do comum, da rotina, do dia-a-dia,
chupar laranja com casca e bagaço.
para ter dor de barriga.
Não cheguemos a tanto,
saio do desvario
a sensatez me avisa.
Pensar em Bueno de Rivera
me faz chorar.
Ele dizia assim:
"Fecho os braços e nada,
"Fecho os braços e nada,
estendo as mãos: ninguém.
Não é anjo ou espectro
nem é corpo, é a luz
me chamando: filho"
Eu completo assim:
''Mamãe sempre"
''Papai a cada instante."
Sim, estou especial,
não por ser especialíssimo em algo.
Pelo contrário,
a polivalência e o lato sensu fazem
parte da minha vida.
A divisão de departamentos, dos meus valores.
MÃE,
estaria nosso filho em delírio?
ou ele é Beleza Mortal e Infinita?
no entanto,
arranca dos meus caules mais ocultos
os sentimentos mais exasperados...
MÃE,
Seria ele um lírio de versos,
verdades filosóficas
de um passado distante?
por que tão deficiente?
sem estatuto para a normalidade?
sem estatuto para a normalidade?
o vazio que paira acima de tudo?
além do tudo e é eterno?
PAI,
Na seara do Pai-Deus
Não existe deficiência
Existe realeza da diferença
de si mesmo.
Há escolas, há artistas
há formas,
sem formadas formas,
nem praxes, nem estatutos
para o que faz o Beija-Flor.
PAI,
A arte é azul.
Imortal, Infinita,
Cada pessoa vale por si mesmo,
Isto é deficiência?
Ou benemerência,
de Quem muito nos quer bem?
Quando pensar em Bueno de Rivera.
Separe caminhos:
Poesias e poesias não fazem único poeta.
PAI.
O mesmo Bueno de Rivera
disse:
"Meu irmão, olha o céu
O arco-íris da aurora
surge através do pranto...
Sobre os homens futuros
A alvura da fé, a voz dos poetas."
e diga ao seu filho sempre,
que o fará feliz:
"Sou especial porque estou PAI de você."
Silvânia Mendonça Almeida Margarida - 26.04.96
Silvânia Mendonça Almeida Margarida - 26.04.96
quarta-feira, 14 de março de 2012
LEI Nº 10.418, DE 09 DE MARÇO DE 2012
Poder Legislativo
Câmara Municipal
LEI Nº 10.418, DE 09 DE MARÇO DE 2012
Dispõe sobre o reconhecimento da pessoa com autismo como pessoa com deficiência, para fim da plena fruição dos direitos previstos pela legislação do Município.
O Presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, no uso de suas atribuições legais e atendendo ao que dispõe o § 6º, combinado com o § 8º do art. 92 da Lei Orgânica do Município de Belo Horizonte, tendo sido rejeitado o Veto Total oposto pelo Excelentíssimo Senhor Prefeito à Proposição de Lei nº 291/11, promulga a seguinte Lei:
A Câmara Municipal de Belo Horizonte decreta:
Art. 1º - Para fim da plena fruição dos direitos previstos pela legislação do Município, a pessoa com diagnóstico de autismo fica reconhecida como pessoa com deficiência.
Parágrafo único - O termo “pessoa com deficiência” equivale aos termos “pessoa portadora de deficiência”, “deficiente” e “pessoa portadora de necessidades especiais”, anteriormente usados pela legislação.
Art. 2º - Em decorrência do reconhecimento estabelecido por esta lei e em consonância com os objetivos da legislação vigente, dentre ela o disposto na Lei nº 8.007, de 19 de maio de 2000, fica o Município obrigado a:
I - manter, em diversas regiões do seu território, centros de atendimento integrado de Saúde e Educação, com oferta de tratamento de pessoas com autismo;
II - realizar testes específicos gratuitos para diagnóstico precoce de autismo, preferencialmente em crianças entre os 14 (quatorze) e os 20 (vinte) meses de idade;
III - disponibilizar todo o tratamento especializado para as pessoas já diagnosticadas.
Parágrafo único - A obrigação do Município poderá ser cumprida diretamente ou através de convênios.
Art. 3º - No âmbito de sua competência, o Município buscará formas de incentivar as universidades sediadas em seu território, visando ao desenvolvimento de pesquisas e/ou projetos multidisciplinares com foco no autismo e na melhoria da qualidade de vida das pessoas com a patologia.
Art. 4º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Belo Horizonte, 09 de março de 2012
Léo Burguês de Castro
Presidente
(Originária do Projeto de Lei nº 1.794/11, de autoria do Vereador Leonardo Mattos)

sábado, 10 de março de 2012
O amanhã é agora
Silvania Mendonça
O amanhã é agora... o amanhã de novos paisagens...
O agora de novos olhos...marejados d"água...
Do autismo que revigora meus dias infinitos
do tropel de paixões que trazem mágoa...
O amanhã é agora, neste instante
buscando a nuvem colorida em azul
que em confissão de estátua
sorriu para para aqueles em descoberta
O amanhã não retornará depois
Os dias do autista não são em vão
Não há mal, não há síndrome
Há apenas alguém que em silêncio
sonha em coração...
De geração em geração
há ± um minuto
Da poesia aflita, do autismo que não terminou
sexta-feira, 9 de março de 2012
Jim Sinclair
“Não se perde uma criança para o Autismo. Perde-se
uma criança porque a que se esperou nunca chegou a
existir. Isso não é culpa da criança autista que,
realmente, existe e não deve ser o nosso fardo. Nós
precisamos e merecemos famílias que possam nos ver e
nos valorizar por nós mesmos, e não famílias que têm
uma visão obscurecida sobre nós por fantasmas de uma
criança que nunca viveu. Chore por seus próprios
sonhos perdidos se você precisa. Mas não chore por
nós. Estamos vivos. Somos reais. Estamos aqui
esperando por você.”
Jim Sinclair (autista) – Não chorem por nós – Discurso
na Conferência Internacional de Autismo, Toronto, 1993
Dissertação de Mestrado sobre o autismo infantil
http://www.ufpe.br/pospsicologia/images/Dissertacoes/2009/santos%20michele%20arajo.pdf.pdf
Muito interessante a dissertação de mestrado sobre autismo infantil, denominada
ENTRE O FAMILIAR E O ESTRANHO: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
DE PROFESSORES SOBRE O AUTISMO INFANTIL
de MICHELE ARAÚJO SANTOS
Vale conferir
Muito interessante a dissertação de mestrado sobre autismo infantil, denominada
ENTRE O FAMILIAR E O ESTRANHO: REPRESENTAÇÕES SOCIAIS
DE PROFESSORES SOBRE O AUTISMO INFANTIL
de MICHELE ARAÚJO SANTOS
Vale conferir
Pais e filhos autistas
Deveríamos nos preocupar menos com os filhos Autistas e mais com os PAIS, para que aprendam a lidar com um filho autista.
Por mais que se tenha empenhado cientificamente, ainda não existe um resultado comum ou que todos já pudessem compreender a respeito do autismo. Existem muitas opiniões, mas em estudos materialistas, a respeito de uma possível causa física, não tem sido demonstrada para uma aceitação estável.
Um Autista tem uma ‘interiorização’ a respeito de si mesmo para com o meio ambiente e pessoas que a possam rodear. Não tem interesse em se comunicar com o ambiente e nem com as pessoas (não é nada sociável, eu diria). Deste modo é preciso evitar mudanças em seu ambiente e de pessoas de seu relacionamento, ao contrário do que se poderia ou deveria fazer com as crianças normais. Eles sempre parecem fechados para o mundo exterior e existe uma boa diferença entre a capacidade de manifestação de cada um, assim como a inteligência e desenvolvimento em todos os sentidos. (comportamento, audição, fala, movimentação física etc...).
Um autista parece mesmo inacessível e tem reações como se não tivesse qualquer sentimento ou poder de avaliação do meio e das pessoas à sua volta, podendo ter algum comportamento rude, repetitivo, tocando objetos de modo diferenciado, às vezes com a língua – para um tato diferenciado ou perceptivo para ele. Pode até ferir-se em algumas aventuras explorativas de seu próprio corpo.
Deste modo, a EDUCAÇÃO tem que ser primeiro dos PAIS, para lidar com a Educação de um AUTISTA, que não pode, em momento algum, ser comparável ao das crianças ‘normais’. Este tem sido o grande erro, pois o autista é uma pessoa de COMPORTAMENTO diferenciado.
O AUTISTA precisa ser ACEITO como Autista!
Se a criança é aceita na sua MANEIRA de SER, então ela poderia ter um comportamento também aceito, e daí, seu próprio interesse em partilhar da vida das pessoas e ambiente ao seu redor. Pode ser produtivo, pode gostar de viver, mesmo em seu ‘mundo instrospectivo’, se nós os amarmos e compreendermos como eles de fato são!
Por favor não pensem que deveriam dar remédios, mas poderiam lidar melhor na compreensão da Psique, do autista como um Ser individual espiritualmente, pois seu corpo tem a genética assemelhada a de todos, porém, é ELE em si que se diferencia por sua própria maneira de SER. Devemos aceitá-los como de fato são, e nós quem devemos mudar em relação a isto por compreensão do caso deles.
A HISTÓRIA DE UM AUTISTA severo, CONTADA pelos seus PAIS: (É de fato maravilhoso o sucesso que foi alcançado (links abaixo – basta clicar)
Por mais que se tenha empenhado cientificamente, ainda não existe um resultado comum ou que todos já pudessem compreender a respeito do autismo. Existem muitas opiniões, mas em estudos materialistas, a respeito de uma possível causa física, não tem sido demonstrada para uma aceitação estável.
Um Autista tem uma ‘interiorização’ a respeito de si mesmo para com o meio ambiente e pessoas que a possam rodear. Não tem interesse em se comunicar com o ambiente e nem com as pessoas (não é nada sociável, eu diria). Deste modo é preciso evitar mudanças em seu ambiente e de pessoas de seu relacionamento, ao contrário do que se poderia ou deveria fazer com as crianças normais. Eles sempre parecem fechados para o mundo exterior e existe uma boa diferença entre a capacidade de manifestação de cada um, assim como a inteligência e desenvolvimento em todos os sentidos. (comportamento, audição, fala, movimentação física etc...).
Um autista parece mesmo inacessível e tem reações como se não tivesse qualquer sentimento ou poder de avaliação do meio e das pessoas à sua volta, podendo ter algum comportamento rude, repetitivo, tocando objetos de modo diferenciado, às vezes com a língua – para um tato diferenciado ou perceptivo para ele. Pode até ferir-se em algumas aventuras explorativas de seu próprio corpo.
Deste modo, a EDUCAÇÃO tem que ser primeiro dos PAIS, para lidar com a Educação de um AUTISTA, que não pode, em momento algum, ser comparável ao das crianças ‘normais’. Este tem sido o grande erro, pois o autista é uma pessoa de COMPORTAMENTO diferenciado.
O AUTISTA precisa ser ACEITO como Autista!
Se a criança é aceita na sua MANEIRA de SER, então ela poderia ter um comportamento também aceito, e daí, seu próprio interesse em partilhar da vida das pessoas e ambiente ao seu redor. Pode ser produtivo, pode gostar de viver, mesmo em seu ‘mundo instrospectivo’, se nós os amarmos e compreendermos como eles de fato são!
Por favor não pensem que deveriam dar remédios, mas poderiam lidar melhor na compreensão da Psique, do autista como um Ser individual espiritualmente, pois seu corpo tem a genética assemelhada a de todos, porém, é ELE em si que se diferencia por sua própria maneira de SER. Devemos aceitá-los como de fato são, e nós quem devemos mudar em relação a isto por compreensão do caso deles.
A HISTÓRIA DE UM AUTISTA severo, CONTADA pelos seus PAIS: (É de fato maravilhoso o sucesso que foi alcançado (links abaixo – basta clicar)
Fonte(s):
http://www.youtube.com/watch?v=dOyO-trML…
http://www.inspiradospeloautismo.com.br/…
http://www.barryneilkaufman.com/What_We_…
http://www.inspiradospeloautismo.com.br/…
http://www.barryneilkaufman.com/What_We_…
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