Blog do André Luís Rian, rapaz autista que quer conversar com você sobre os problemas soluções do autismo...
sábado, 23 de março de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal.
(muito interessante esse assunto, quem não conhece, vai passar a entender o comportamento das crianças de hoje)
Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar.
Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.
As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape).
O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis.
Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou trans-dimensionais.
As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.
A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.
* A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças...
Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.
* As Crianças Cristal representam a próxima etapa no processo evolutivo da humanidade, elas são simplesmente colocadas, na próxima geração das Crianças Índigo.
Mas onde as Crianças Índigo vieram para derrubar as velhas estruturas, sistemas e padrões, as Crianças Cristal vieram para nos mostrar um novo e melhor modo de ser.
Elas vieram para começar o processo de renovação e de reconstrução, depois que as Crianças Índigo vieram para desmantelar e remover modos velhos e limitantes de pensamento e de ser.
Elas nos mostrarão um modo de viver que incorpora somente a alegria, o amor, a paz e a harmonia.
Elas vieram para nos mostrar como viver de nossos corações e não de nossas cabeças, elas estão aqui para nos ajudar a reconectar com nossas emoções e a viver a vida a partir desta perspectiva.
-Divaldo Franco-
domingo, 3 de fevereiro de 2013
O futuro
silvânia mendonça almeida
O futuro. Existe coisa mais esquisita do que o futuro? Ele é o soberano! Medir os prós e os contras não faz parte do futuro. Ele é incerto. Inseguro, inabalável, exigível e à espreita. É em prol do futuro que vislumbramos o passado, passamos um filtro, fazemos uma triagem nas coisas boas que aconteceram para que elas permaneçam. Coisas e experiências boas devem permanecer do passado até ao futuro. Se jogamos fora, estamos jogando também fora os momentos felizes. Raros, ainda, neste planeta de expiação e provas.
Ah! O futuro. Ele depende do presente! O presente que deve ser repensado no passado e monticulado para a sua permanência no tempo! O presente e o tempo! Se conservamos ainda nosso baú das ilusões as coisas boas do passado, nesta mesma cesta de certezas, o presente entra como um alicerce de durabilidade. Durabilidade parece propaganda, mas se pensarmos na durabilidade, voltaremos atrás todas as vezes que precisarmos voltar para a garantia do futuro. Ou seja, o presente deve ser durável, silencioso, reflexivo, não afoito, não temeroso, não insano. Com ele construiremos o incerto futuro. Que talvez se tornará certo, muito certo e produtivo. O presente precisa da família, pois não somos uma ilha. O presente precisa da nossa maneira de conviver com os mais próximos, ou seremos tragados por uma imensa e enorme onda de orgulho e egoísmo, quando não pensamos nos nossos pais, nos nossos amigos, na nossa cidadania, da nossa soberania e liberdade.
Para se construir um futuro promissor, quem não sabe que devemos construir bases sólidas e alicerces. PRECISAMOS, SIM, OLHAR NOSSO MUNDO CIRCUNDANTE e não tão-somente o nosso umbigo. O futuro depende de não contrariar nossos pais e ensinar a nossa prole de onde viemos, porque estamos aqui e para onde vamos.
Temos que ser ungidos pela harmonização da Divindade Maior e criar uma família feliz. Família e futuro. Palavras que se bem conjugadas não terão incertezas. Frutos que serão colhidos dentro da maturidade, não do dia a dia, do momento do time querido (com todo respeito ao time querido é claro), mas que são momentos fugazes. A amizade no futuro não tão incerto, transborda. É plantada e cria raízes. Dá as folhas e brota os frutos.
E os frutos serão colhidos de acordo com a ceifa do passado, da permanência no presente e na alegria da prosperidade.
Por que em um dado momento, contrariar pais e a si mesmo. Contrariar amigos e colegas de trabalho. Deixar de cumprir o que se torna CIRCUNDANTE para as nossas relações e na linha do tempo publicará o seu espaço. Falo aqui de boas ações.
O futuro cobra as atitudes. O futuro cobra renúncias. O futuro cobra as maturidades do passado e do presente em prol da sua realização.
Assim é o caso do autismo. Precisamos ser meticulosos, coerentes, lembrar das conquistas do passado, vivenciar as conquistas do presente, para prepararmos um futuro para os nossos filhos autistas longe de todas agressões impostas pelas provas da vida.
E que o futuro seja sorridente e benfazejo com todos que o respeitam.
O futuro
silvânia mendonça almeida
O futuro. Existe coisa mais esquisita do que o futuro? Ele é o soberano! Medir os prós e os contras não faz parte do futuro. Ele é incerto. Inseguro, inabalável, exigível e à espreita. É em prol do futuro que vislumbramos o passado, passamos um filtro, fazemos uma triagem nas coisas boas que aconteceram para que elas permaneçam. Coisas e experiências boas devem permanecer do passado até ao futuro. Se jogamos fora, estamos jogando também fora os momentos felizes. Raros, ainda, neste planeta de expiação e provas.
Ah! O futuro. Ele depende do presente! O presente que deve ser repensado no passado e monticulado para a sua permanência no tempo! O presente e o tempo! Se conservamos ainda nosso baú das ilusões as coisas boas do passado, nesta mesma cesta de certezas, o presente entra como um alicerce de durabilidade. Durabilidade parece propaganda, mas se pensarmos na durabilidade, voltaremos atrás todas as vezes que precisarmos voltar para a garantia do futuro. Ou seja, o presente deve ser durável, silencioso, reflexivo, não afoito, não temeroso, não insano. Com ele construiremos o incerto futuro. Que talvez se tornará certo, muito certo e produtivo. O presente precisa da família, pois não somos uma ilha. O presente precisa da nossa maneira de conviver com os mais próximos, ou seremos tragados por uma imensa e enorme onda de orgulho e egoísmo, quando não pensamos nos nossos pais, nos nossos amigos, na nossa cidadania, da nossa soberania e liberdade.
Para se construir um futuro promissor, quem não sabe que devemos construir bases sólidas e alicerces. PRECISAMOS, SIM, OLHAR NOSSO MUNDO CIRCUNDANTE e não tão-somente o nosso umbigo. O futuro depende de não contrariar nossos pais e ensinar a nossa prole de onde viemos, porque estamos aqui e para onde vamos.
Temos que ser ungidos pela harmonização da Divindade Maior e criar uma família feliz. Família e futuro. Palavras que se bem conjugadas não terão incertezas. Frutos que serão colhidos dentro da maturidade, não do dia a dia, do momento do time querido (com todo respeito ao time querido é claro), mas que são momentos fugazes. A amizade no futuro não tão incerto, transborda. É plantada e cria raízes. Dá as folhas e brota os frutos.
E os frutos serão colhidos de acordo com a ceifa do passado, da permanência no presente e na alegria da prosperidade.
Por que em um dado momento, contrariar pais e a si mesmo. Contrariar amigos e colegas de trabalho. Deixar de cumprir o que se torna CIRCUNDANTE para as nossas relações e na linha do tempo publicará o seu espaço. Falo aqui de boas ações.
O futuro cobra as atitudes. O futuro cobra renúncias. O futuro cobra as maturidades do passado e do presente em prol da sua realização.
Assim é o caso do autismo. Precisamos ser meticulosos, coerentes, lembrar das conquistas do passado, vivenciar as conquistas do presente, para prepararmos um futuro para os nossos filhos autistas longe de todas agressões impostas pelas provas da vida.
E que o futuro seja sorridente e benfazejo com todos que o respeitam.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
O meu inconsciente e o meu filho André Luís Rian.
silvania mendonça almeida margarida
Mãe de autista é por deveras ressentida. Um dia triste, um dia alegre. Um dia acha que está cumprindo a missão, que está indo tudo bem, outros, acha que ninguém se importa com ela, que não cumpriu como devia os anos passados. Que tudo poderia ser mais atencioso e adequado. Que precisa aprender e apreender muito sobre o autismo. Mesmo que se tenham passados mais anos do que experiências. Mãe de autista é ferrenhamente família. Não é verniz e sua primeira empacagem quando ofendida é chorar, chorar e mais chorar. Quantas e quantas vezes escutei a história tal do pensamento negativo. Nossa, chega a ser chato.
Mãe de autista tem personalidade forte, pode até chorar, chorar e mais chorar, mas sua personalidade é de enfrentamento e de honra, de estar na hora e no momento certo onde se deve estar. É conversar com médicos, juízes, terapeutas, professores. E pode até ter o tal pensamento negativo, mas é um pensamento real. Tipo: "vou deixando para a próxima, pois não deu nesta"
Para mãe de autista existe a realidade. Existe o ganhei algo nas atitudes inusitadas do meu filho. Ganhei uma estereotipia a menos.
Ganhei a força de alguém que possa me dar a mão. Uma corrente virtual é o grande exemplo.
Tudo que eu faço, tudo o que vivencio, ainda não cobre a multidão de indagações que tenho a fazer. Nos primeiros anos eu me perguntava: por que eu?. DEPOIS aprendi a compreender esta parte e passei a responder "sou eu porque fui escolhida sei lá por quem" em algum momento e em algum lugar para ter esta tarefa.
Ter a tarefa é uma coisa, Cumprir é outra.
Mãe de autista tem sim, o seu inconsciente abalado. Tem sentimento de perda. Explico-me: o meu mundo secreto inconsciente realmente existe com uma realidade diferente. Pela minha experiência, digo, pela minha experiência, não pode ser diferente. As últimas descobertas se desvendam e na minha possibilidade de explicação sinto que o lado oculto da minha mente é triste. Mas é uma tristeza factual.
Para mim, as oportunidades foram tremendamente escassas. São escassas por serem verdadeiras. Por amar muito o autismo, por amar muito o "jeito de ser" dos autistas. Por gostar da cor azul, por amar, amar muito ensinar, mas sem oportunidades para tanto.
O mundo é assim! O mundo é do verniz! O mundo são das aparências! Do primeiro contato, do dito normal e do corpo perfeito. Das roupas perfeitas e da pseudo-polidez.
Não se apresenta como o autismo, límpido e sereno, não se apresenta como uma mãe de um autista precisa ser: ferrenhamente família, com composição reticulada de que todos os compromissos que envolvem o filho amado são mais importantes.
Por tudo isto e por muito mais, há 20 anos escolhi colocar em pauta na Internet a vida do meu filho André Luís Rian. Não importa que o mundo saiba. Ele veio para servir de exemplo. E serve viu!
Como serve!
Ele é o autista e é ele que cuida de mim!
Ele é o autista e é ele que se preocupa comigo!
Ele é o considerado com atraso, mas é ele que me deita no colo!
Com os olhos vívidos me vigia, me espreita, me aconchega e me faz sorrir.
Várias foram as vezes que dormi no seu âmago, no seu peito e vi seu rosto lindo! Rosto que gostaria que tivesse uma namorada, alma que gostaria que frequentasse uma faculdade, ternura que gostaria que não fosse tão-somente minha. Mas não pode ser assim.
E segue a vida me vigiando. Acalentando-me.
A mais pura verdade é que ele sabe ler a minha alma, o meu tal pensamento negativo, ele é ferrenhamente família, está sempre perto de nós. Pouco fala, pouco pede, pouco explica.
André, muito aceita, muito traduz, muito luz.
Muito lindo! se choro não tem ninguém para me acariciar, a não ser ele, sempre na espreita, da forma dele, querendo que eu seja feliz.
Mãe de autista é por deveras ressentida. Um dia triste, um dia alegre. Um dia acha que está cumprindo a missão, que está indo tudo bem, outros, acha que ninguém se importa com ela, que não cumpriu como devia os anos passados. Que tudo poderia ser mais atencioso e adequado. Que precisa aprender e apreender muito sobre o autismo. Mesmo que se tenham passados mais anos do que experiências. Mãe de autista é ferrenhamente família. Não é verniz e sua primeira empacagem quando ofendida é chorar, chorar e mais chorar. Quantas e quantas vezes escutei a história tal do pensamento negativo. Nossa, chega a ser chato.
Mãe de autista tem personalidade forte, pode até chorar, chorar e mais chorar, mas sua personalidade é de enfrentamento e de honra, de estar na hora e no momento certo onde se deve estar. É conversar com médicos, juízes, terapeutas, professores. E pode até ter o tal pensamento negativo, mas é um pensamento real. Tipo: "vou deixando para a próxima, pois não deu nesta"
Para mãe de autista existe a realidade. Existe o ganhei algo nas atitudes inusitadas do meu filho. Ganhei uma estereotipia a menos.
Ganhei a força de alguém que possa me dar a mão. Uma corrente virtual é o grande exemplo.
Tudo que eu faço, tudo o que vivencio, ainda não cobre a multidão de indagações que tenho a fazer. Nos primeiros anos eu me perguntava: por que eu?. DEPOIS aprendi a compreender esta parte e passei a responder "sou eu porque fui escolhida sei lá por quem" em algum momento e em algum lugar para ter esta tarefa.
Ter a tarefa é uma coisa, Cumprir é outra.
Mãe de autista tem sim, o seu inconsciente abalado. Tem sentimento de perda. Explico-me: o meu mundo secreto inconsciente realmente existe com uma realidade diferente. Pela minha experiência, digo, pela minha experiência, não pode ser diferente. As últimas descobertas se desvendam e na minha possibilidade de explicação sinto que o lado oculto da minha mente é triste. Mas é uma tristeza factual.
Para mim, as oportunidades foram tremendamente escassas. São escassas por serem verdadeiras. Por amar muito o autismo, por amar muito o "jeito de ser" dos autistas. Por gostar da cor azul, por amar, amar muito ensinar, mas sem oportunidades para tanto.
O mundo é assim! O mundo é do verniz! O mundo são das aparências! Do primeiro contato, do dito normal e do corpo perfeito. Das roupas perfeitas e da pseudo-polidez.
Não se apresenta como o autismo, límpido e sereno, não se apresenta como uma mãe de um autista precisa ser: ferrenhamente família, com composição reticulada de que todos os compromissos que envolvem o filho amado são mais importantes.
Por tudo isto e por muito mais, há 20 anos escolhi colocar em pauta na Internet a vida do meu filho André Luís Rian. Não importa que o mundo saiba. Ele veio para servir de exemplo. E serve viu!
Como serve!
Ele é o autista e é ele que cuida de mim!
Ele é o autista e é ele que se preocupa comigo!
Ele é o considerado com atraso, mas é ele que me deita no colo!
Com os olhos vívidos me vigia, me espreita, me aconchega e me faz sorrir.
Várias foram as vezes que dormi no seu âmago, no seu peito e vi seu rosto lindo! Rosto que gostaria que tivesse uma namorada, alma que gostaria que frequentasse uma faculdade, ternura que gostaria que não fosse tão-somente minha. Mas não pode ser assim.
E segue a vida me vigiando. Acalentando-me.
A mais pura verdade é que ele sabe ler a minha alma, o meu tal pensamento negativo, ele é ferrenhamente família, está sempre perto de nós. Pouco fala, pouco pede, pouco explica.
André, muito aceita, muito traduz, muito luz.
Muito lindo! se choro não tem ninguém para me acariciar, a não ser ele, sempre na espreita, da forma dele, querendo que eu seja feliz.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O autista, o sol e a saudade
silvania mendonça almeida margarida
Quantos brilhos irradiam o sol!
Ninguém sabe!
Só se sabe que ele
brilha como estrela que é
Vinte e quatro horas por dia
Se existe noite triste ou alegre
A culpa não é do astro rei
A culpa é do planeta e se rodopia em rotação
Para poder aprender a dicotomia da vida
A saudade é assim
Quantas tristezas se medem uma saudade
Ninguém sabe!
Só se sabe que ela tenta brilhar na escuridão ou na luz
À espera de alguém
Ou de algo que se perdeu
A culpa não é da
saudade
A culpa são das pessoas que partiram e deixaram para trás
A dicotomia da solidão
Quantas ilusões do autista feneceram
Ninguém sabe! Ninguém nunca ousa saber!
O autista é abandonado, vilipendiado!
Tratado como um ser sem evolução
Que incomoda e que traz nas mentes atrasadas
Desilusões e mais desilusões
A culpa não é do
autista
A culpa são das pessoas que nunca viveram a dádiva de
conviver com o autismo
A dicotomia do não entendimento se faz presente nos corações
inertes
E assim, o sol brilha na alma do autista e ele diz ao sol
Brilhe mais! Ilumine mais o meu coração feliz!
Sou feliz ao meu modo sem medo de errar
E assim, a saudade transmite na alma do autista e ele diz à
saudade
Vá embora, mas fique por perto quando eu precisar
Sentirei saudades de amigos que valorizaram na minha
caminhada perfeita
O autismo não tem culpas frente ao sol e à saudade
O autismo não tem medo de ser um colibri e um beija-flor
Que beija a saudade e sente intensa energia frente ao Sol!
Afinal! O autista entende a dicotomia da vida!
Coisa que os ditos normais (não gosto desta palavra)
Precisam aprender para ter paz...
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Então! E continuam os malacabados dizeres sobre o autismo
Então!
O ano novo entrou com boas notícias para os autistas! Uma carta magna para os
autistas como anuncia o escritor Nilton Salvador. E o escritor tem muito pelo o
que ser feliz. Foi uma conquista sim. Nós estamos felizes. Nosso direito
conquistado, após muitas lutas e sobrepesos nas nossas vidas. Soberania é algo
tão difícil de ser conquistado. Ela é una, indivisível, estatal. Há uma palavra
mestra que acompanha a soberania: a cidadania. A cidadania é algo também a ser
conquistado. Aí é que está o nó da questão. Soberania e cidadania para os
autistas parecem realidades proibidas, “malacabadas” como diz o blogueiro, na “falta
da paz” como diz a escritora, “psicótica” como diz a psicóloga.
Por que não podemos ser soberanos em algo? O que
há de errado com o modus vivendi do
autista quando se resolveu implicar com a sua simplicidade e a única lei que os protege,
calcada pelos interesses fundamentais e constitucionais, baseados nos Direitos
Humanos. Pais que lutam, lutam, se organizam e, às vezes, transcendem suas
próprias luzes para não “incomodar a dita sociedade implicante”, que quer
vender jornalecos, pasquins, programas de quinta categoria e que são produzidos
por aqueles que detêm o dinheiro. Na verdade, não estão nem aí para os aspectos
culturais do autismo. Ele serve e como serve de exemplo. Exemplo máximo. Mas disto eles não querem saber. Querem o
sensacionalismo, querem, na verdade, ver o mundo autista pegar fogo. Só se
esquecem de uma coisa antiga, dos tempos das cavernas. Somente a conquista leva
a outra conquista. Somente a luta árdua leva a outra luta árdua. E, a água que é azul apaga qualquer fogo. Somente
para se entender. Metáfora ou não, a lei foi conquistada e está aí para ser cumprida.
Para os “implicantes”
que querem vender algo ou alguma ideia incauta, quer queiram, ou não, autistas,
são conjunto dos cidadãos ativos, por seus pais, legítimos representantes ou
por eles próprios, sob a égide da cidadania democrática, do princípio da
supremacia constitucional e na vigência plena das garantias, das liberdades e
dos direitos individuais e sociais. A Lei n. 12764/12 veio para garantir isto. Para que o autista possa ser estabelecido o bem comum, o ethos público,
em toda região do Brasil, e de acordo com os preceitos da justiça social (a
igualdade real), da soberania popular e consoante com a integralidade do
conjunto orgânico dos direitos humanos, no tocante ao reconhecimento, defesa e
promoção destes mesmos valores humanos. É dever do Estado tornar-se inafastável sua
obrigação de prover aos cidadãos todos os meios e formas de garantir esse
direito tão importante e extremamente ligado ao direito maior, além da vida, a
sua liberdade e suas garantias fundamentais. Sendo indiscutível o dever do
Estado em garantir tais direitos, torna-se líquido e certo o escopo de pleitear
a democracia. Imprescindíveis à dignidade humana e ao direito à liberdade serão
a intensidade de manifestação da opinião popular, assim como, as diversas
formas sociais de livre-arbítrio.
Então? Quantos outros “psicóticos”, “malacabados”, “guerreados” dizeres
teremos ainda que ouvir? Quantas asneiras teremos ainda que ler? Aceita-se uma
falsa ideia de tolerância, como a maior de todas as virtudes. Mas não são os autistas
que são intolerantes. Nem é preciso
continuar tão acirrado texto. Cansei.
Então?
O autista não precisa comprar a paz, não precisa assistir programas de quinta
categoria, não precisa vender jornalecos,
não precisa vender pasquins, não precisa vender a alma. A sua é feita de
luz e asas azuis.
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Blogueiro da Folha de S. Paulo chama autistas e deficientes de "pessoas malacabadas"
Blogueiro da Folha de S. Paulo chama autistas e deficientes de "pessoas malacabadas"
Blogueiro da Folha de São Paulo chama autistas e outros deficientes de "pessoas malacabadas". O tom é de brincadeira, mas não tem a menor graça! Tem esterótipos e termos que deveriam ser engraçados, mas que só depreciam os deficientes.
Reproduzo, aqui, inclusive com alguns dos comentários. O Link da matéria está acima!
A conquista dos autistas
POR Jairo Marques
“Zente”, apesar de alguns meios de comunicação já terem falado sobre o assunto, ainda falta um bocado de informação no que diz respeito de mais uma lei criada neste país. Desta vez, as regras dizem respeito a esse universo paralelo em que vivem as pessoas “malacabadas”.
“Beleza tiozão, mas deixa de lengua-lengua e desembucha. O que mudou?”
Seguinte, meu povo querido: desde o começo de dezembro de 2012, os “zimininos” autistas passam a ter os mesmíssimos direitos que qualquer pessoa com deficiência.
Isso quer dizer que o galerê com autismo vai entrar na cota do mercado de trabalho, vai poder comprar carro com desconto de imposto, vai ter assegurado mecanismos de inclusão e que facilitem sua interação em sociedade.
Eu jamais poderia ser contrário a essa iniciativa, ‘oficourse’, que vem na esteira da grande mobilização que fez a comunidade ligada à causa. Extraordinária a vitória deles.
O que me cabe diante dessa conquista é dar boas-vindas ao povão “tchubirube” que vai ajudar empurrar essa Kombi ‘véia’ rumo a um mundo com mais atenção às suas diversidades.
Mas cabem alguns questionamentos tanto para os atores políticos, empresariais e líderes sociais:
- Primeiramente, é preciso uma ação em massa para que todos saibam ter definições mais claras do que é o espectro autista. No Brasil, até médicos ainda têm dificuldades para definir um diagnóstico precoce da deficiência.
- Autismo vai fazer parte do grupo de deficiência sensorial, física ou intelectual ou nenhuma dessas? Quais serão as demandas específicas desse público? Se cadeirante quer rampa, cego quer braile, surdo quer legendas ou sinais, qual a demanda que todos nós, leigos, devemos batalhar por esse grupo?
- Com mais pessoas pleiteando os mesmos direitos, ampliam-se as demandas. Qual a resposta do poder público para isso? Ou vamos ter apenas um número maior de pessoas reclamando, reclamando, reclamando que as coisas não funcionam como deveriam?
- Alguns autistas possuem limitações em ter interações sociais. Como fica o papel da sociedade nisso? Já passou da hora de bater o bumbo a respeito dessa questão. Se até hoje puxam o braço dos cegões ao atravessar a rua, em vez de cedê-lo, imagina o que não rola com alguém que pode ter dificuldades diversas de se relacionar.
- E as escolas? Os professores começaram há poucos anos entender, repito, entender as peculiaridades de um PC, de um surdo… Que estrutura eles terão para dar o atendimento correto a um autista?
É ótimo para os políticos propagandearam que aprovaram uma lei (mais uma), mas é péssimo não ter um caminho definido de ação e de resposta concreta diante daquilo que puseram peso legal.
Os autistas são, evidentemente, muito bem-vindos ao time dos que não tem perna, dos que tem o escutador de novela avariado, dos que puxam cachorro, dos que são meio “lelés”, dos que babam um pouquinho pelo canto da boca.
O que queremos agora, com essa força extra (que havia um tempo já se achegava!!) é engrossar o coro de que é preciso ação efetiva para que as coisas aconteçam, para que o respeito às diferenças se exerça e que todos possam, de forma efetiva, viver bem em seus espaços do jeito que são… ou que podem ser.
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A folha era um jornal bom, mas tá se tornando papel de limpar a bunda…e olha lá, só se for a tua tbém! ahsiuahsuihauihsiuahusas E apaga esse comentário tbém jiglozão, só mostra os outros elogiando suas asneiras né? jigolô e fujão ainda…. tira sarro da sua cara na proxima vez que escrever manézão! :*
Suas palavras me soaram buscando IBOP e vc conseguiu. Chamou atenção pela sua negatividade e me pareceu ter tido uma péssima noite antes de colocar suas palavras, “maucriadas”, totalmente descabidas. Talvez valesse a pena se retratar com aqueles que fizeram alguma coisa por um alguem a quem vc usa para vender jornal. Que pena!
Renata Rezende Valente Benjamin
É preciso, SIM, que as pessoas saibam o que é o autismo. Cada criança no espectro é única, mas muitas apresentam características idênticas, as quais a sociedade desconhece. A imagem que todos têm do autista é de alguém que se balança, não interage… ou então daqueles gênios dos filmes. Precisamos de espaço. Dizem que uma próxima novela vai apresentar um personagem autista, o que é ótimo, pois populariza o tema, espero que seja abordado de forma ampla, e não de forma estereotipada.
Precisamos de visibilidade, e a TV ainda é a maior forma de divulgar e informar, desde que seja feito de forma adequada.
As demandas para pessoas com autismo variam, de acordo com idade ou grau do autismo, porém, há coisas básicas, como na idade escolar, por exemplo, o ideal é ter, na escola, profissionais especializados no assunto, para que possam fazer abordagens específicas. Um exemplo: a criança autista, independente do grau, necessita de suporte visual, necessita conhecer sua rotina, então, que as escolas propiciem isso, figuras explicativas, quadro de atividades com as figuras, atividades adaptadas… Uma turma toda fazendo uma atividade de matemática e a criança autista, na mesma sala, pintando o desenho de um patinho não é incluir. Mas, se a criança conseguir, de outra forma, desenvolver o mesmo objetivo da atividade, adaptar isso, para que ela esteja também participando da aula de matemática. Atitudes simples ajudam, como, por exemplo, alternativas para as questões sensoriais, um cantinho, na sala de aula, para o aluno “relaxar”, “se desligar”, não só o autista, mas faz-se um cantinho onde ele vá e outros colegas tb participem, se revezando… enfim, são exemplos pequenos de demandas específicas. Como a escola faz parte da vida de todos, é principalmente lá que as coisas devem funcionar da maneira mais adequada possível, através de pessoas e de recursos materiais, partindo da informação também, aos colegas, aos professores, aos pais dos colegas… para que todos tenham conhecimento de como ajudar e contribuir para o melhor ambiente possível.
Dificuldades de interação muitas pessoas têm, mesmo as não autistas. Aí, parte-se do bom-senso. Em uma sala de aula, por exemplo, o professor, por meio de estudos e muito diálogo com a família a terapeutas da criança, vai criar estratégias para que, aos poucos, a criança interaja mais. Uma criança autista, no recreio, por exemplo, pode querer se isolar, então, que se criem alternativas para que isso não ocorra, atividades que envolvam a criança até esmo durante o recreio. Um exemplo real é de uma escola que criou o “Clube do Amigo”, e durante o recreio algumas crianças praticavam atividades esportivas com as outras que tivessem dificuldade… uma desculpa para haver o momento de interação.
Enfim, para cada situação, há um conjunto de ações que podem e devem ser tomadas, assim como em qualquer outro caso de deficiência. Como o autismo ainda possui causa desconhecida e não é uma deficiência que apareça em um exame, por exemplo, é difícil de diagnosticar e de conseguir um laudo.
Entretanto, hoje, há muito mais informação a respeito, há novas leis (leis, no papel, não servem para nada, mas são necessárias para que pais possam ir até esse papel e dizer: eu tenho direito, sim, olhe, está na Lei!), há mais discussões a respeito. Começa assim, pela informação. A partir disso, é uma luta diária, como é para tudo, principalmente em nosso país. E, por mais informação que exista, há quem olhe torto, há quem não saiba como agir e há quem nem tenha vontade de agir, e temos que conviver com isso. Ficar parado é que não dá!
Infelizmente, no caso dos professores (sou professora também), somos nós, os pais, que devemos “ensiná-los” muitas alternativas e abordagens… Ninguém nos preparou para sermos pais de crianças com dificuldades no desenvolvimento, nós tivemos que aprender “na marra”, e queremos que as escolas se preparem, mas a grande maioria só irá se preparar se nós ficarmos insistindo e mostrarmos a importância disso. E aí, temos papel fundamental, por isso não há inclusão escolar sem parceria família-escola.
São inúmeras questões, mas muitas não são tão difíceis quanto parecem, partem apenas da boa vontade. Uma lei como essa também faz com que instituições como a escola se desacomodem, saiam de sua “zona de conforto” e busquem mais informação, a princípio pela “obrigação”, depois, como ocorre com tudo, vão percebendo que não é tão complicado e vira parte da rotina. Os bons professores procuram fazer o melhor, o que lhes falta, geralmente, é incentivo e orientação. Uma pessoa que escolhe ser professor, nesse país, é porque acredita em algo maior, com certeza ninguém escolhe pelo dinheiro… então, geralmente, são pessoas abertas a aprender e a ajudar, basta haver uma parceria legal. E é isso que eu penso, começa pela escola, depois vai se espalhando.
Coleguinhas que conviverem com uma criança autista já terão outra visão do espectro… e assim vai. É demorado, mas não é impossível.
Abraços, Janice
Sinto na pele tudo o que vc escreveu aqui.
De que adianta a lei se as escolas não sabem o que é AUTISMO?
Tantas pessoa que tem um autista na família e poderiam ter enriquecido a discussão, mas preferiram ficar te apedrejando sem nem conhecerem o seu trabalho de tanto tempo empurrando a kombi véia.
Gostei do seu texto, como sempre.
Adoro seu modo de escrever.
Só quero dizer que eu sou estrupiada SIM! Tem tantas coisas que me ofendem bem mais do que o seu termo…
E além disso, eu tenho muito orgulho do meu irmão com Síndrome de Asperger. Eu o amo do jeito que ele é!
Tamo junto, Jairo!
“Malacabados” é seu conhecimento de causa, ou seria só uma forma de polemizar e aparecer? E discordo que você não ofendeu ninguém: como mãe de autista me sinto MUITO ofendida com esta pseudo-matéria. Na era da globalização, cada um fala a MERDA que quiser. Pura MERDA.