silvania mendonça
Oh! como temos a eterna mania de atropelar tudo. O julgamento e a falta de paciência são defeitos próprios dos seres humanos. E Jesus disse: "não julgueis para não serdes julgados". O Mestre via com os mais belos olhos suas ovelhas e as apascentava. E dizia que nenhuma ovelha seria desgarrada. Por que então a impaciência? Quantas pessoas se aproveitam das outras e deixam por isto mesmo. Quantas mães e pais de autismo se queixam que são enganados pela escola, pelo ambiente de seus filhos?
Será que não pensam que a Espiritualidade Maior está olhando? Que Ela tudo vê?
E como ficam os impacientes, os julgadores, os estovados pela vida. Estamos no grande barco chamado planeta Terra. Não me excluo desta.
Somente quero aprender o discernimento da paciência, da humildade, do amor infinito ao próximo e nunca julgar. Orientadores e professores devem fazer o mesmo e apoiar infinitamente os pais do autismo, das doenças intelectuais e físicas.
Por isso e tudo mais: a paciência é uma virtude. Ninguém está jogado aqui embaixo como um barril de pólvora que explodirá a qualquer momento. Temos que ter a paciência com os nossos filhos especiais e mostrar isto na educação. Afinal, o que ganhamos em dizer o que este é o "o meu Certinho" se não somos uma ilha. E se as pessoas ao nosso redor não estão preparadas com o "nosso certinho". Professores e educadores do autismo têm a missão de ensinar pais e não o "seu certinho" o seu "olá, tudo bem, a educação é assim e não vai mudar pelo seu filho especial". "Não estando dentro do meu certinho, se retire". E pais chorosos vida afora perdem e pedem a eterna oportunidade de seus filhos. E suas mãos são tenras e tremem. Como tremem. Difícil ter medo das pessoas. Não era para ninguém ter este medo, principalmente educadores de filhos e pais.
Professores acham pelo motivo que alcançaram determinado cargo podem espezinhar. E, às vezes, falam em nome do Mestre. Misturam religião com educação.
Mas Jesus é claro na mensagem que deixou: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" "Vou para lhes preparar um lugar e estarão comigo"
O arremate da vida são estas: a educação, o carinho, a singeleza, a humildade cabem em qualquer lugar e ninguém tem nada a perder.
Paciência eterna com os nossos filhos! Motivo de dignidade humana!
Acordem educadores! Os braços de Morfeu impedem de vocês vivenciar a alegria de ter um aluno especial! Os ganhos só seriam seus! Nós já ganhamos!
Blog do André Luís Rian, rapaz autista que quer conversar com você sobre os problemas soluções do autismo...
terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
DO MUNDO DE LÁ
SILVANIA MENDONÇA ALMEIDA
PENSADA AGORA
Lá para as bandas do mundo de lá!
Bateu insegurança interior
Palavra feia, feia mesmo
Para quem sabe o que é a Fé do SENHOR!!!
Lá para as bandas do mundo de lá
Bateu desconhecimento do autismo
Falta de significação pura
Para quem sabe o autismo não é abismo!!!!
Lá para as bandas do mundo de lá
Faltou amor no coração
Falta de solidariedade pura
Para quem sabe que o amor não é ilusão!!!!
Lá para as bandas do mundo de lá
Faltou escrever os casos de bem
Casos de bem são para pessoas aprendizes
Para quem já sabe dizer amém!!!!
Minhas rimas muito pobres!
Poderão ser santificadas
Quando tiver a verdadeira consciência
Que estou aqui de passagem!!!!!
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
E a moça autista da novela, heim???
PUBLICADO14 de jan de 2014
ESCRITO POR
Aninha ArantesDISCUSSÃO82 ComentáriosCATEGORIASAtualidades, Autismo, Educação, Geral, Psicologia e Ciência
“Mas uma pessoa autista é daquele jeito mesmo?”“Um autista pode namorar?”“Pode isso, Arnaldo?”
(Não exatamente assim, mas meio por aí…)
Vamos começar esclarecendo só o seguinte:
1. A personagem da novela Amor à Vida, a Linda, NÃO É AUTISTA, ok? Apesar do autor “querer” retratar um indivíduo com Transtorno do Espectro Autista (TEA), as características demonstradas pela Linda no desenvolvimento da personagem são confusas e muitas vezes jamais se enquadrariam nas características de pessoas com TEA…
2. Pessoas autistas têm uma imensa variedade de características, diferentes de indivíduo para indivíduo. Cada uma terá determinadas características diferentes das outras. Principalmente, há GRAUS variados de comprometimento desde um autismo leve (que a gente chama de “alto funcionamento”, porque geralmente não impede que a pessoa tenha uma vida relativamente “normal” e produtiva) até graus bem severos, em que há muito comprometimento das funções cognitivas, da comunicação e dos comportamentos.
3. O tratamento psicológico da Linda, como foi mostrado na novela, dá vontade de chorar. Sério: quantas vezes mesmo a gente viu o Psicologuinho-da-Novela em sessão terapêutica com a Linda? Eu contei três. E em NENHUMA delas o que foi mostrado chega nem em sonho perto do que é realmente o tratamento adequado para autismo. Teve uma cena em que o Psicologuinho-da-Novela segurava um cartaz e dizia pra Linda: “Olha aqui, é assim que arruma a cama. Hoje você vai arrumar a cama, tá?” E daí a Linda ia lá e arrumava a cama… Not even in your wildest dreams que uma pessoa com comprometimento cognitivo severo – como a personagem demonstrava naquele ponto da trama – ia adquirir uma habilidade tão complexa como arrumar a cama só de olhar pra um cartaz, ok??? ISSO NON ECXISTE!!!!
4. O desenvolvimento cognitivo, social e comunicativo da personagem deu um salto imenso desde que ela começou a ser tratada (em três sessões!) pelo Psicologuinho-da-Novela. Não é beeeeeeeeeeem assim que acontece… O tratamento do autismo é feito por diferentes profissionais: psicólogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, T.O., neurologista, psiquiatra, e mais um monte de gente. E é um tratamento intensivo, todo dia, o dia inteiro, e envolve também os pais e os cuidadores da criança. Se iniciado precocemente, quando a criança é bem pequenininha, o desenvolvimento pode ser quase igual ao de uma criança típica em algumas áreas. Mas quanto mais tarde o tratamento é iniciado, mais lento é o resultado.
5. Aí o Adêvogado-Gato apareceu, deu um monte de tintas, pincéis e cartolinas pra ela, e OLHA-SÓ!, praticamente CUROU o TEA da Linda. Só pra deixar BEM claro: amor só cura dor-de-cotovelo e DPPnB (Depressão Pós Pé-na-Bunda), ok???
(Disclaimer: Arteterapia é uma tipo de terapia de suporte válida e embasada em evidências. Dar um monte de guache prum indivíduo autista e falar “pintaê, meu filho!” NÃO É ARTETERAPIA!!!!)
Mas… mas… mas…
Ora? Direis… Ouvir estrelas? Não, péra!
Mas afinal, O QUE É AUTISMO?
Bear with me.
O autismo é uma síndrome (aka, conjunto de sintomas) que compromete três áreasdo desenvolvimento:
a. a comunicação/linguagem fica seriamente comprometida, com grandes atrasos na compreensão e na produção da fala. Alguns autistas têm falas inadequadas e repetitivas (ecolalia), fora de contexto e muitas vezes desconectadas da realidade.b. a socialização: pessoas com TEA têm extrema dificuldade de manter contato social com outras pessoas. Bebês autistas não fazem contato visual e não conseguem manter atenção conjunta – se você apontar para um objeto, a criança vai olhar para a ponta do seu dedo e não para onde você está olhando e apontando. Muitas vezes os autistas relatam que não conseguem entender sinais de emoção nos outros, ou não conseguem entender e expressar suas próprias emoções e sentimentos. E a gente sabe que “são tantas emoções”… (Desculpa, não resisti.)c. os comportamentos de pessoas autistas podem ser extremamente inadequados à situação e inapropriados. Não é incomum a presença de comportamentos abusivos ou auto-lesivos, em que a pessoa pode se machucar sério se não for contida. Também é comum que pessoas dentro do espectro autista tenham interesses restritos por algum tipo de objeto ou assunto, em alguns casos raros isso pode gerar uma “super-especialização” ou alta habilidade. Por exemplo, o cara se torna um virtuose do piano, ou é contratado pela CIA para descobrir códigos secretos. (Por favor, atenção ao adjetivo RARO. Obrigada.)
Então, de modo geral, o TEA (você vai achar por aí as nomenclaturas Transtorno Invasivo do Desenvolvimento, Transtorno Global do Desenvolvimento ou Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação, porque o nome varia de acordo com o manual que você usa, mas é tudo praticamente a mesma coisa) é uma condição que compromete todo o desenvolvimento do indivíduo. Seres humanos têm a incômoda mania de aprender coisas uns com os outros. Mas se o bebê já nasce com uma dificuldade de manter contato visual e atenção conjunta, fica difícil ensiná-lo a falar mamãe, a pegar o nariz do papai, a identificar quando a titia está sorrindo e sorrir de volta… e assim por diante, comprometendo todo o desenvolvimento cognitivo do indivíduo. Provavelmente por isso – a gente ainda não sabe com certeza absoluta, mas a hipótese é boa – há uma grande comorbidade entre autismo e déficit cognitivo.
Well… Todo esse preâmbulo pra chegar no assunto da semana, que é: “Mas e aí, o que você acha da moça autista da novela namorar?”
Linda e o Adêvogado-Gato…
Eeeeeeeeeeeeerrr… Olha, é complexo.
DO JEITO QUE ESTÁ NA NOVELA, ou seja, uma MENINA com sério comprometimento cognitivo e de comunicação, se envolvendo com UM HOMEM adulto, com desenvolvimento típico, provavelmente bem mais velho, e sem o consentimento da família: NÃO.
Fácil assim.
[Que parte de "uma MENINA que não é capaz de tomar decisões plenas se relacionando com um HOMEM mais velho e em situação de poder privilegiada" você acha que pode ser discutida?]
Ok. Moving on.
Como o autismo (assim como a deficiência cognitiva) tem vários graus, e cada indivíduo se desenvolve de maneira única, as coisas têm que ser analisadas caso a caso com muito cuidado e bom senso. (I know. I know…)
Muitas coisas deviam ser levadas em consideração em casos como esse: qual o grau de comprometimento cognitivo dessa pessoa? Ela consegue tomar decisões sozinha? Ela tem habilidade para pesar todas as consequências de suas decisões? Qual o grau de desenvolvimento emocional dessa pessoa (ou das duas envolvidas)? Há uma relação de poder e de “capacidades” muito desequilibrada entre as pessoas envolvidas? Esse relacionamento deve ser constantemente monitorado pelos pais e cuidadores ou o casal pode ter certo grau de autonomia e “intimidade”? E mais um monte de coisas…
As pessoa com TEA não têm necessariamente o desenvolvimento emocional comprometido, é claro que elas podem se apaixonar e ter um relacionamento romântico e/ou sexual saudável com outra pessoa. Há várias pessoas autistas casadas, pais e mães de família, que se dão muito-bem-obrigada com ou sem apoio externo. Mas há sim, e muitos, casos em que o autista precisa de supervisão e apoio constante até na idade adulta, porque ele não tem habilidade de tomar decisões complexas sozinho, ou não consegue se comunicar com eficiência, ou mesmo porque seu grau de desenvolvimento cognitivo não permite que ele seja considerado “capaz” legalmente.
Pois é, tem mais essa questão da “capacidade legal“: pessoas com comprometimento cognitivo são consideradas como crianças pela lei. É o tal do “incapaz”, ou seja, a pessoa é “incapaz” de consentir com o avanço romântico e sexual de outra pessoa. Essa lei foi feita para proteger crianças e pessoas que não têm habilidade cognitiva suficiente para tomar decisões adequadas. Por um lado ela ajuda, mas por outro, pode atrapalhar quando o indivíduo, apesar do déficit cognitivo, é sim capaz de tomar decisões, mesmo que ele precise de ajuda e suporte profissional ou da família. Então, tudo tem que ser analisado com cuidadinho… e cada caso é um caso.
É. Tudo depende. Bem vindo ao mundo real, em que as coisas têm vários tons de cinza (UÔU!) e não são só preto ou branco.
[Sugestão: leia esse post da Verinha da Silveira no blog "Feminismo Sem Demagogia"... Bacana, com muita informação e entrevistas com mães de pessoas com TEA.
Outra sugestão: esse outro post do Professor Celso Goyos no blog "Vamos falar sobre autismo" para esclarecer dúvidas sobre o diagnóstico e o tratamento do autismo. Sim, ele é meu supervisor de Pós-doutorado e esse é o blog do Lab onde eu trabalho.
FONTE DESTA PESQUISA: http://scienceblogs.com.br/odiva/2014/01/e-a-moca-autista-da-novela-heim/
sábado, 11 de janeiro de 2014
CURIOSIDADE DO AUTISMO OU EVOLUÇÃO ESPIRITUAL DESMEDIDA
silvânia mendonça almeida
Não adianta. Mãe observa filhos vinte e quatro horas. Mesmo não podendo fazer tudo por ele. Mas muitas vezes me pego a observar meu filho autista. André é por demais terno, meigo e calado. Lógico. O dom da sua fala é muito restrito. Mas se tem uma pessoinha que não precisa falar, esta é ele. Fala com aqueles olhos brilhantes, arqueados, observadores. Olhar que às vezes se perde no balanço das coisas feitas e no balanço de vida das pessoas menos favorecidas.
Uma curiosidade espiritual passou a acontecer na rua onde temos acesso. André é amigo e chega perto de todos os moradores da rua. Também nos restaurantes, nos lugares onde vamos e nas cidades as quais já passamos. André não pega na mão de gente “normal” para cumprimentar. Não permite o toque de ninguém. Sabemos que todos merecem nossos eternos cumprimentos educados, sociais, vislumbrados na convivência de não sermos uma ilha. Mas também sei que meu filho é diferente. Foi considerado diferente e age de forma diversificada.
E lá vai ele. Atravessa a rua e pega nas mãos de todos os que são seus moradores. Temos que acompanhar, pois ele ainda não sabe atravessar a rua. E ao chegar perto dos maltrapilhos André balança a mão do sujeito várias vezes. Sua dignidade humana e espiritual se alicerça ao morador de rua.
“Oi, oi, oi, oi, oi,oi.” André repete.
E não é diferente em outros lugares. Nas beiradas das ruas, nos possíveis guetos onde tentamos fazer nossa caridade de cada dia, nas portas de igrejas, nos lugares inusitados.
E faz questão de balançar as mãos de mendigos, moradores de rua e de todos aqueles que são considerados pessoas com necessidades especiais. E seu aperto de mão é forte. Como passasse a espiritualidade azul que existe dentro dele. E segue repetindo: “oi, oi, oi, oi, oi.” O Cumprimentado sente a mão doer.
Curiosidade especial do autismo? Evolução desmedida?
Opiniões e análises são muito bem-vindas.
Só sei explicar a ternura e a compaixão do seu olhar para cada olhar sofrido. Mais nada!!!!
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
E lá vai o vento
silvania mendonça almeida margarida
pensada em 09 de janeiro de 2014.
E lá vai o vento
Levando alegrias
O néctar das idas e vindas ao planeta
O perfume do passado e o aroma do futuro.
E lá vai o vento
A suavidade da prova
A alegria do autismo
O sabor das novas amizades
E lá vai o vento
Levando o compromisso
Trazendo o espectador
Das areias, das praias, das brisas,
Dos mares, dos oceanos
E de um grande amor!
E lá vai o vento
Sem a complicação do relógio
Do sorriso maroto do autismo
Dos passes abençoados bem espirituais
Dos momentos das galáxias
Que o tempo não traz nunca mais
E lá vai o vento
Cantando em coros de passarinhos
em ninhos e em cantos
De pombas de barulhos esquisitos
Mas que compõem a natureza
e meditam todo o seu encanto
Lá vai o vento, lá vai o vento
Na sua maratona
Na sua grandeza natural
A dizer-me: novo ciclo já começou!
E eu gentilmente agradeço!!!!
sábado, 28 de dezembro de 2013
Animais e autismo
25/12/2013 12h03 - Atualizado em 25/12/2013 12h18
Criador de cães se sensibilizou com história da criança e doou o animal.
Otávio tem cinco anos e já fez tratamento usando animal de estimação.
Anna Lúcia SilvaDo G1 Centro-Oeste de Minas
Comente agora
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
Ganhar um animal de estimação no Natal pode ser o desejo de muitas crianças, mas para Otávio Augusto dos Santos, de cinco anos, um cão representa mais do que diversão, significa cuidado com a saúde. O menino de Divinópolis é autista e por quatro meses participou de uma nova técnica de terapia que utiliza cães. Segundo a mãe dele, Michele dos Santos, o resultado é de impressionar. Foi na Terapia Assistida por Animais (TAA), que a mãe de Otávio descobriu uma nova chance de recuperação para o filho. A história foi contada no G1 e um criador de cães se sensibilizou e doou um labrador ao garoto neste Natal. Otávio se assustou com a entrega do animal, que ocorreu nesta segunda-feira (23), mas segundo a psicóloga Daiane Gomes, a reação é comum. "Isso é normal, é uma fase de adaptação. Logo eles serão amigos", afirmou.
saiba mais
O cão que recebeu o nome de Tody é da mesma raça e cor da cadela Jade que pertence ao canil da Polícia Militar (PM) da cidade e que foi treinada, por cerca de dois anos, para ser co-terapeuta do projeto que incentiva a recuperação de crianças especiais da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).
A mãe lembrou que após três sessões na terapia, Otávio parecia outro. E por isso, desde então, quis presentear o filho com um cão. E o presente segundo ela, veio em boa hora. "O Otávio já teve um cachorro, mas ele gostava tanto, que queria ficar acordado com ele e não aceitava que o cachorro dormisse do lado de fora da casa, tinha que dormir na cama. Agora, ele vai aprender a cuidar do Tody e isso vai ser muito bom, tenho certeza. Espero que Otávio se acostume logo com ele", contou.
Assim como ocorreu com Jade, o primeiro encontro com Tody também não foi receptivo. O menino precisará de um tempo para se socializar com o novo amigo, segundo a psicóloga. "Isso leva tempo, mas logo ele aceitará a presença do cachorro dentro de casa. E com certeza vai ser um motivo a mais de interação para o garoto, inclusive com outras pessoas", disse.
(Foto: Anna Lúcia Silva/G1)
E não foi só Otávio que ficou feliz com o presente. O criador de cães Alessandro Adami disse que ficou muito satisfeito em saber que o cão poderá ajudar no tratamento da criança. "Com certeza ele irá experimentar uma amizade pura que só um cão é capaz de proporcionar", afirmou.
Terapia Assistida por Animais
O trabalho com a cães é simples, segundo a terapeuta ocupacional Glória Barros Silva. Durante a terapia, junto a um corpo clínico composto por quatro profissionais da saúde, o animal estimula novas maneiras de comportamento das crianças. A terapeuta disse que a parceria com Jade tem se tornado indispensável nos trabalhos de interação com as crianças.
O trabalho com a cães é simples, segundo a terapeuta ocupacional Glória Barros Silva. Durante a terapia, junto a um corpo clínico composto por quatro profissionais da saúde, o animal estimula novas maneiras de comportamento das crianças. A terapeuta disse que a parceria com Jade tem se tornado indispensável nos trabalhos de interação com as crianças.
em Divinópolis (Foto: Anna Lúcia Silva/ G1)
"A Jade estimula as crianças a fazerem tudo que nós terapeutas precisamos que elas façam. São coisas simples, mas que às vezes os meninos têm dificuldade de executar, e com a Jade isso se tornou fácil. Por exemplo, durante as brincadeiras que a cadela participa eles demonstram mais interesse e completam a atividade pelo simples fato de termos a cadela presente", relatou.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
bem te vi bem.te.vi
BEM TE VI BEM-TE-VI
Silvania Mendonça Almeida Margarida
02 de novembro de
2002.
Bem.te.vi
Que me visita
todos os dias
com uma
cantiga
antiga,
na janela
da minha varanda.
Seu canto nada finge,
como vento em folha de árvore
que se mostra e balança,
nunca mente,
tendo a ousadia
de fantasiar paisagens.
Passam-se as tardes,
E outras e outras tardes-noites.
Não vejo você.
Porém, quando você distante,
escuto de longe
seu mavioso canto
de outros muros e quintais.
E medito, paulatinamente,
o mundo só existe
dentro do seu canto.
Mas e o meu canto ainda desfeito?
por que ainda não sou Bem.te.vi
por que ainda não sou Bem.te.vi
Onde está meu canto?
Está na eleição das estrelas múltiplas?
Em aprendizagens infinitas?
Em autismo encontrado ao canto?
- Quem é você? De onde você vem,
Bem.te.vi?
Por quais caminhos voou?
Por que aqui pousou?
Quantos vezes pára na natureza divina?
E você responde:
- Bem te vi.
Como sob o vento
a árvore que o doa;
O resto é mistério.
O que delimita a relação
das palavras e objetos?
O que delimita o silêncio?
Seria um eterno segredo?
Bem.te.vi, Bem.te.vi
Mas, realizada, noto:
-
Você não só existe
dentro de um
mundo
intricado e absoluto.
Não resistiria a tanta falta
de sobrevivência divina.
Do seu mundo de canto,
você desafia ventos antigos.
A sua aspiração é o sonho
de sempre entoar Bem te vi.
Mas,
ainda duvido em soneto
Preciso saber constelações
Preciso voar nas imensidões
Se não tenho asas,
Voarei em si.
E
indago:
Qual é a
sua primeira empreitada?
ao mirar notas musicais?
Ou seriam as naturais?
revoadas de arapongas
a aliciar as asas?
Ou provocar
outras asas-de-telhas
que também espreitam a cantar.
Como os cantos evoluem?
Seriam como todos os vôos de gansos
Do norte ciferal?
Como seu canto evolui?
Bem.te.vi ‘canarinho’
Que vai embora em badaladas,
Tocando sinos nas asas
Crescendo para o infinito,
Em todos os passarinhos.
Quando você vem
Bem te vi a toda hora
O canto não se esgota
As palavras,
Canta com elas.
- Bem.te.vi, Bem.
- Bem.te.vi.
E na minha janela,
No meu quintal,
Na minha árvore,
No meu degrau,
Na minha varanda,
No meu passeio interior,
Bem te vi.
- Bem.te.vi
Que traz notícias de lá,
Do pai que já se foi.
E do irmão querido que foi atrás
Que traz notícias de cá
Da mãe vívida Teresinha
Em vivi
Enevi
André diz.
O Zé que diz, apesar
Dos pesares, ainda diz
As filhas santas
E os vê
Bem.te.vi
E responde:
“ Cada voz que canta o amor
Não diz tudo que
quer dizer.
O homem sempre
procura saber sua origem.”
E Você,
Bem.te.vi, - de onde veio?
donde poetas
freqüentemente cantaram?
Em que sombra
em que nuvem
anda galopando o seu sonho?
Para onde flui o rio
do seu pranto?
em que nuvem
anda galopando o seu sonho?
Para onde flui o rio
do seu pranto?
Quando seu canto
é triste.
Lembre-se de que
Todo sinal é criado pelo homem.
Todo hino contém Bem te vi,
Que olhares não se percam nas tulipas
nas orquídeas, nas rosas e
folhas
que mãos possam
criar diversas flores
em contornos de
desenhos,
pois tais formas são perfeitas de beleza,
pois tais formas são perfeitas de beleza,
merecem Cantos de Heras,
com a permissão do Olimpo.
E que o mundo saciado de fadigas, descanse...
E que pessoas de
fragilidades tantas,
não se façam pequenas.
não se façam pequenas.
E quando diminutas e tenras
procurem no baixo, no calco da terra.
De olhos no céu, o seu canto.
Bem.te.vi, Bem.te.vi, Bem.te.vi
cerrar os pulsos para a luta vinda do alto
e que cintila nos céus.
Bem.te.vi, bem.te.vi.
Partimos bordando a vida,
sem conhecer por inteiro o risco.
E permanece o seu canto.
E,
Continua longe mesmo assim
A sua verdade de evolução é
vista
por múltiplas facetas:
seu amor é assim,
som e imagem
bem vistos
na representação caricatural.
Através dos tempos
Persistem também seus caminhos
Pois quando levo minhas mãos,
você voa sem lhe alcançar.
Mas no outro dia, amanhecido dia,
Está sempre lá
Bem.te.vi. Bem.te.vi.
Bem te vi.
E seus olhares-passarinho
Prescrito do longe e, às vezes,
do
nada.
Diz intensamente
como se falasse entrelinhas.
Trina o seu canto suave.
Silvania, estarei sempre aqui.
Chame
sempre por mim.
por que Bem te vi, bem te vi
sempre em forma de amor.
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