04/06/10
A partir de hoje, beneficiários têm direito a mais de 70 novos procedimentos médicos e odontológicos
A partir desta segunda, 7 de junho de 2010, cerca de 46 milhões de beneficiários de planos de saúde têm acesso a 70 novos procedimentos médicos e odontológicos. O novo rol de procedimentos e eventos em saúde busca substituir o modelo assistencial ainda praticado atualmente, predominantemente curativo e com alto consumo de tecnologias, por um modelo mais abrangente e adequado às necessidades de saúde dos seus usuários. “A atualização do rol estabelece diretrizes para a boa prática médica, com a inclusão de novas tecnologias, fundamentadas nas melhores evidências científicas disponíveis na atualidade”, ressalta o diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, Mauricio Ceschin.
Transplante alogênico (de uma pessoa para outra) de medula óssea, PET-Scan para acompanhamento de câncer de pulmão e de linfoma, implante de marcapasso multissítio, oxigenoterapia hiperbárica, mais de 20 tipos de cirurgias torácicas por vídeo, além de importantes inclusões no segmento odontológico, como colocação de coroa unitária e bloco, são alguns dos principais procedimentos aos quais os beneficiários de planos de assistência médica e odontológica terão direito.
A nova cobertura obrigatória é válida para todos os planos – individuais e coletivos - contratados a partir de 2 de janeiro de 1999, após a entrada em vigor da Lei nº 9.656/98, que regulamenta o setor de planos de saúde. A lista completa foi publicada em 12 de janeiro de 2010 na Resolução Normativa nº 211, e reúne em um só documento, os procedimentos médicos, os odontológicos e os eventos em saúde (consultas com profissionais de saúde não médicos). As operadoras de planos de saúde tiveram, portanto, cinco meses para adaptarem-se às novas regras.
Confira as principais inclusões:
Nova regra amplia o atendimento ao consumidor
Além das novas coberturas obrigatórias, a Resolução Normativa nº 211 amplia o atendimento ao consumidor ao regulamentar a cobertura pelos planos coletivos aos acidentes de trabalho e aos procedimentos de saúde ocupacional. Também fica determinada a cobertura integral nos casos em que as operadoras ofereçam internação domiciliar como alternativa à internação hospitalar, independentemente de previsão contratual. Se isso ocorrer, a operadora deverá cobrir medicamentos e todos os materiais necessários. Nos outros casos em que a atenção domiciliar não substitua a internação, a cobertura estará condicionada ao contrato.
A atenção à saúde mental teve importante ganho com a edição desta RN. Um destaque pode ser dado ao fim da limitação de 180 dias de atendimento em hospital-dia para a saúde mental, reforçando a política de substituição das internações psiquiátricas.
Cada vez mais, a regulação busca a integração entre procedimentos e sua forma de utilização, visando à segurança para os pacientes e ao aprimoramento da prática médica. Para tanto, foi ampliado o número de diretrizes de utilização (critérios que devem ser preenchidos para que a cobertura seja obrigatória) e foi feita a incorporação de diretrizes clínicas (guias de orientação da prática clínica baseadas nas melhores evidências disponíveis) produzidas pela Associação Médica Brasileira.
Revisão: um processo democrático e colaborativo
O processo de revisão do Rol contou com a constituição de um grupo técnico composto por representantes de entidades de defesa do consumidor, de operadoras de planos de saúde, de profissionais médicos e de técnicos da ANS. O grupo reuniu-se ao longo de 2009 para construir a proposta que, posteriormente, foi submetida à avaliação da sociedade por meio da Consulta Pública nº 31, disponibilizada no sitio da ANS no período de 8 de setembro a 30 de outubro de 2009. “Consideramos que a atualização do Rol foi um verdadeiro trabalho de parceria da Agência com os diversos atores do setor. Recebemos cerca de 8 mil contribuições à consulta pública, 50% enviadas por consumidores, além das propostas debatidas durante as reuniões do grupo técnico”, observa o diretor interino de Normas e Habilitação de Produtos, Alfredo Cardoso.
Mais da metade das contribuições recebidas por meio da consulta pública referia-se a solicitações de inclusão de procedimentos. Todo o material sobre o tema está disponível na página do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde no sítio eletrônico da ANS.
Histórico do Rol
A primeira versão do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, estabelecida em 1998 pela Resolução do Conselho de Saúde Suplementar (CONSU) nº 10, foi revista pela Agência em 2000, por meio da Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 41, e em 2001, pela RDC nº 67. Posteriormente, a Resolução Normativa nº 82, de 2004, definiu a versão que permaneceu em vigor até o início de 2008. Em abril desse mesmo ano, se iniciou o período de vigência da RN nº 167, que estabeleceu o Rol atual. Com a edição da RN nº 211, as revisões do Rol de Procedimentos passam a ser feitas, no mínimo, a cada dois anos.
Dados do setor
Beneficiários em planos de assistência médica: 42.856.872
Beneficiários em planos exclusivamente odontológicos: 13.213.794
Beneficiários em planos de assistência médica contratados a partir de 2/01/99: 33.516.527
Beneficiários em planos de assistência odontológica contratados a partir de 2/01/99: 12.422.617
Operadoras de planos de saúde em atividade e com beneficiários: 1.502
(Fonte: Caderno de Informação da Saúde Suplementar - Edição Março/2010)
Veja a lista completa de inclusões médico-hospitalares
Veja a lista completa de inclusões odontológicas
Perguntas frequentes
Consulte a Resolução Normativa nº 211
Anexo I da Resolução Normativa nº 211
Consulte a Instrução Normativa DIPRO nº 25 e seus anexos
Apresentação sobre o Rol 2010
fonte: MovimentoOrgulhoAutista
Blog do André Luís Rian, rapaz autista que quer conversar com você sobre os problemas soluções do autismo...
domingo, 4 de julho de 2010
sábado, 3 de julho de 2010
Conheça o André, o novo personagem da Turma da Mônica
COINCIDÊNCIA?
Maurício de Sousa criou André, personagem autista, para conscientizar a sociedade sobre essas pessoas tão especiais.
VISITE O LINK DO YOUTUBE
http://www.youtube.com/watch?v=3OcuxQGLF_I&feature=player_embedded
Maurício de Sousa criou André, personagem autista, para conscientizar a sociedade sobre essas pessoas tão especiais.
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INCLUSÃO E DEFICIÊNCIA
• Nilton Salvador
• 05.07.2005
Muito se fala em inclusão social. Muitas reuniões tidas como conversas de altas rodas, discutem a inclusão social até com certa autoridade, quando na realidade nem sabem do que estão falando.
Inclusão social é uma opção política pela construção de uma sociedade mais digna, justa e igualitária, mesmo que em sonhos, pois que garantiria o acesso e plena participação no espaço social da comunidade sem distinção.
Como se pode conseguir atingir estes simples objetivos, se o que mais vemos são as mais elementares condições de vida não serem reconhecidas, e normalmente desrespeitadas tanto pela ignorância quanto pelo abuso de alguns que sequer sabem o que é poder.
Quantas vezes nos defrontamos com situações das mais entristecedoras, e sofremos por saber que aqueles indicados pelo poder público principalmente, não tem a menor sensibilidade de trabalhar com a diversidade e que esta é um valor em si mesma, por ser uma fonte de enriquecimento e fortalecimento em cada grupo social por mais diferenciado que seja.
Como é dolorido ver que o contexto da diversidade implica a existência de um conjunto de necessidades, principalmente para os portadores de necessidades especiais; que cabe ao poder público ajustar, e que tão somente através da atenção e de condições diferenciadas se pode obter igualdade de oportunidades.
Muito se fala em inclusão social, repito, mas não sai uma palavra para enfatizar que para que ela possa ser alcançada, depende do desmonte da cartilha de venda de criação de dificuldades, para a construção de contextos e de práticas sociais de facilidades, ou seja: que respondam ao conjunto das necessidades existentes em cada comunidade.
Sociedade inclusiva não deveria ser novidade para ninguém, afinal de contas, até a nossa Constituição optou por ela.
Pode ser um choro isolado.
- Olha aqui, quem sabe você está defendo alguém de barriga cheia?
- Não.
Muito já se fez, mas pouco se faz para se manter um valor que deveria ser intrínseco na educação de cada um, e o que se faz acontece por uso da força de leis que garantem a defesa de alguns cidadãos deficientes, mais esclarecidos.
Seria muito estranho ouvir de um desabilitado que ele é igual a qualquer cidadão.
- Não, não!
- Ele é melhor ainda do que qualquer cidadão, porque ele tem lei que lhe dá acessibilidade em edifícios públicos e privados, transporte público, no mercado de trabalho, estudar na rede regular de ensino e mais, junto com os demais cidadãos, atendimento prioritário na rede de saúde, e etc.
- No etc. é que mora o perigo.
Para serem atendidos e respeitados em suas peculiaridades e individualidade, tem que dominar o conhecimento das leis que os protegem e usa-las como se fosse uma medida de força.
E aqueles desabilitados que a natureza não lhes permitiu se pronunciar?
Pode-se citar como exemplo, que não basta matricular um aluno com deficiência numa classe regular para que ela se torne inclusiva.
Uma escola somente será inclusiva quando sua prática pedagógica der conta de constatar, reconhecer e responder às necessidades de cada um e de todos os seus alunos, inclusive daqueles com deficiência, física ou não.
Muito embora a legislação lhes garanta amparo, são dependentes dos seus dedicados cuidadores, pois na prática ainda vivem segregados e excluídos.
- Não, não estamos chorando de barriga cheia. Muitos avanços já foram conseguidos, mas há também que se desvelarem às contradições e barreiras ainda existentes.
- Só a educação... Somente assim é que vemos o país entre seu discurso e sua prática social. Não é fácil para qualquer mandatário, o desgaste que esta opção foi, leva e continua a ser muito grande, mas o que é a vida se não uma busca por realizações.
Temos consciência que cada caso é um caso, não podemos generalizar as pessoas, cada uma tem suas características, mesmo nossos filhos têm seu jeito de ser, é preciso que nós tenhamos em mente que quanto mais cedo viabilizemos meios para que eles aprendam, tenham contato com técnicas, terapias, estaremos contribuindo para que o seu cérebro, por meio da neuroplasticidade, possa reagir encontrar novos caminhos para se adaptarem ao meio.
Por fim, confiar que Deus nos abençoe nesta missão: que é educar com amor, pois eles precisam e merecem muito serem amados, são pessoas mais que especiais, nos dão muita garra e vontade de viver, hoje mais do que antes, pois temos vontade de lutar pela inclusão dos que vivem sob o descaso e abandono das autoridades de saúde e educação.
Lembro-me de uma oração que diz mais ou menos assim: somos passageiros deste mundo e não estamos aqui apenas para buscar, mas trazemos as mãos prontas para o trabalho, o coração cheio de amor para repartir, e a alma repleta de emoções que às vezes transbordam e me faz chorar.
Luz e Paz
*Nilton Salvador
Escreve sobre as deficiências humanas,
do ponto de vista: bio-psico-sócio-espiritual.
Correspondência para: autismo@click21.com.br
blog do escritor Nilton Salvador: autismovivenciasautisticas.blogspot.com
• 05.07.2005
Muito se fala em inclusão social. Muitas reuniões tidas como conversas de altas rodas, discutem a inclusão social até com certa autoridade, quando na realidade nem sabem do que estão falando.
Inclusão social é uma opção política pela construção de uma sociedade mais digna, justa e igualitária, mesmo que em sonhos, pois que garantiria o acesso e plena participação no espaço social da comunidade sem distinção.
Como se pode conseguir atingir estes simples objetivos, se o que mais vemos são as mais elementares condições de vida não serem reconhecidas, e normalmente desrespeitadas tanto pela ignorância quanto pelo abuso de alguns que sequer sabem o que é poder.
Quantas vezes nos defrontamos com situações das mais entristecedoras, e sofremos por saber que aqueles indicados pelo poder público principalmente, não tem a menor sensibilidade de trabalhar com a diversidade e que esta é um valor em si mesma, por ser uma fonte de enriquecimento e fortalecimento em cada grupo social por mais diferenciado que seja.
Como é dolorido ver que o contexto da diversidade implica a existência de um conjunto de necessidades, principalmente para os portadores de necessidades especiais; que cabe ao poder público ajustar, e que tão somente através da atenção e de condições diferenciadas se pode obter igualdade de oportunidades.
Muito se fala em inclusão social, repito, mas não sai uma palavra para enfatizar que para que ela possa ser alcançada, depende do desmonte da cartilha de venda de criação de dificuldades, para a construção de contextos e de práticas sociais de facilidades, ou seja: que respondam ao conjunto das necessidades existentes em cada comunidade.
Sociedade inclusiva não deveria ser novidade para ninguém, afinal de contas, até a nossa Constituição optou por ela.
Pode ser um choro isolado.
- Olha aqui, quem sabe você está defendo alguém de barriga cheia?
- Não.
Muito já se fez, mas pouco se faz para se manter um valor que deveria ser intrínseco na educação de cada um, e o que se faz acontece por uso da força de leis que garantem a defesa de alguns cidadãos deficientes, mais esclarecidos.
Seria muito estranho ouvir de um desabilitado que ele é igual a qualquer cidadão.
- Não, não!
- Ele é melhor ainda do que qualquer cidadão, porque ele tem lei que lhe dá acessibilidade em edifícios públicos e privados, transporte público, no mercado de trabalho, estudar na rede regular de ensino e mais, junto com os demais cidadãos, atendimento prioritário na rede de saúde, e etc.
- No etc. é que mora o perigo.
Para serem atendidos e respeitados em suas peculiaridades e individualidade, tem que dominar o conhecimento das leis que os protegem e usa-las como se fosse uma medida de força.
E aqueles desabilitados que a natureza não lhes permitiu se pronunciar?
Pode-se citar como exemplo, que não basta matricular um aluno com deficiência numa classe regular para que ela se torne inclusiva.
Uma escola somente será inclusiva quando sua prática pedagógica der conta de constatar, reconhecer e responder às necessidades de cada um e de todos os seus alunos, inclusive daqueles com deficiência, física ou não.
Muito embora a legislação lhes garanta amparo, são dependentes dos seus dedicados cuidadores, pois na prática ainda vivem segregados e excluídos.
- Não, não estamos chorando de barriga cheia. Muitos avanços já foram conseguidos, mas há também que se desvelarem às contradições e barreiras ainda existentes.
- Só a educação... Somente assim é que vemos o país entre seu discurso e sua prática social. Não é fácil para qualquer mandatário, o desgaste que esta opção foi, leva e continua a ser muito grande, mas o que é a vida se não uma busca por realizações.
Temos consciência que cada caso é um caso, não podemos generalizar as pessoas, cada uma tem suas características, mesmo nossos filhos têm seu jeito de ser, é preciso que nós tenhamos em mente que quanto mais cedo viabilizemos meios para que eles aprendam, tenham contato com técnicas, terapias, estaremos contribuindo para que o seu cérebro, por meio da neuroplasticidade, possa reagir encontrar novos caminhos para se adaptarem ao meio.
Por fim, confiar que Deus nos abençoe nesta missão: que é educar com amor, pois eles precisam e merecem muito serem amados, são pessoas mais que especiais, nos dão muita garra e vontade de viver, hoje mais do que antes, pois temos vontade de lutar pela inclusão dos que vivem sob o descaso e abandono das autoridades de saúde e educação.
Lembro-me de uma oração que diz mais ou menos assim: somos passageiros deste mundo e não estamos aqui apenas para buscar, mas trazemos as mãos prontas para o trabalho, o coração cheio de amor para repartir, e a alma repleta de emoções que às vezes transbordam e me faz chorar.
Luz e Paz
*Nilton Salvador
Escreve sobre as deficiências humanas,
do ponto de vista: bio-psico-sócio-espiritual.
Correspondência para: autismo@click21.com.br
blog do escritor Nilton Salvador: autismovivenciasautisticas.blogspot.com
A participação plena de todo cidadão só pode ocorrer dentro de uma sociedade inclusiva
Na natureza, todas as criaturas vivas possuem a mesma estrutura de código genético - o DNA. Num certo ponto do processo, os códigos começam a se diferenciar, trazendo identidade peculiar a cada espécie, a cada ser. Uma das belezas da vida está no fato de que o mesmo DNA, responsável por tantas semelhanças entre os seres vivos, é também aquele que os torna tão diferentes e individuais.
No processo de formação da Natureza, ficou assegurado que a vida iria conter ao mesmo tempo simplicidade e complexidade. Cada peça do quebra-cabeças, mesmo a sua menor parte, tem um papel, de maneira (a única maneira) que este pode ser montado e mantido em equilíbrio. Sob a perspectiva do Ser Humano são necessários humildade e orgulho, para compreender e aceitar que somos realmente pequenos em todo o contexto do Universo; porém, cada um de nós tem um papel que deve ser desempenhado para alcançar o equilíbrio. Devemos aprender sobre como viver em diversidade, como aceitar as diferenças individuais e como fazer com que elas nos beneficiem a todos.
Parece que nós, pessoas ligadas à área da deficiência, temos essa visão. Podemos sentir e compreender tais conceitos. Esta visão nos torna responsáveis e nos transforma em importantes porta-vozes para as transformações que a sociedade está começando a introduzir. Estaremos prontos para isto?
No Brasil, costumamos contar a história de um colibri que, durante um grande incêndio na floresta, foi visto indo e vindo, carregando água no bico e derramando-a sobre o fogo. Os outros animais, muitos deles maiores e mais fortes do que o colibri, fugiam o mais rápido que podiam, pensando somente em salvar a própria pele. Enquanto corria, um leão que observava o colibri perguntou-lhe se ele não havia ainda se dado conta de que não iria conseguir extinguir o incêndio com aquelas poucas gotas de água mas, em vez disso, iria acabar morrendo. Sem parar de trabalhar, o colibri disse, então, ao leão: - estou somente fazendo a minha parte.
Em nosso dia-a-dia, quando tomamos decisões, a maior parte do tempo precisamos escolher entre a visão do leão e a do colibri, sobre o mundo, a vida e sobre nós mesmos. Será que, nesse processo, sequer consideramos ou nos importamos de fato com aqueles que nos rodeiam? Pobreza & Deficiência
A pobreza é uma privação dos bens e oportunidades essenciais aos quais todo ser humano tem direito. Todos deveriam ter acesso à educação básica e aos serviços primários de saúde. Indo ainda mais além do que apenas renda e serviços básicos, os indivíduos e sociedades são pobres - e tendem a permanecer assim - se não forem capacitados a participar da tomada de decisões que dão forma e sentido às suas próprias vidas.
Aproximadamente 80% das pessoas portadoras de deficiência existentes no mundo vivem em países em desenvolvimento. A pobreza cria condições para a deficiência e a deficiência reforça a pobreza. A exclusão e a marginalização de pessoas deficientes reduzem suas oportunidades de contribuir produtivamente para o lar e a comunidade, aumentando assim o ciclo da pobreza.
Há a expectativa de que o número de indivíduos com deficiências aumente no futuro, caso o crescimento econômico permaneça em desequilíbrio e não se solucionem problemas como eqüidade, meio ambiente e outras questões sociais. As deficiências irão aumentar na medida em que a sociedade envelhece. A proporção de crianças deficientes em países em desenvolvimento é também maior quando comparada a países industrializados. Muitos tipos de deficiências, que raramente são encontrados em países ricos (como poliomielite, lesões causadas por minas terrestres, seqüelas de hanseníase), ainda são comuns nos países pobres.
As deficiências colorem e aguçam todos os aspectos e condições humanas. Acentuam e agravam situações de discriminação, preconceito e exclusão enfrentados por mulheres, por minorias em geral, por populações de baixa renda e por todos os outros grupos desprivilegiados. Também salientam claramente e ilustram os diversos aspectos físicos, mentais, sensoriais de sermos humanos, obrigando a sociedade a reagir, a interagir e a refletir sobre isso.
Inclusão e Participação Plena
O caminho para se alcançar auto-suficiência e plena participação como cidadãos é longo e constante. Obriga-nos a forjar a nossa história, pessoal e coletiva, numa base diária. A participação plena somente pode ser verdadeiramente atingida dentro de uma sociedade inclusiva, na qual cada um de nós e, ao mesmo tempo, todos juntos sejamos considerados parte integral do comum, da comunidade que, por sua vez, é responsabilidade do conjunto de seus membros. No entanto, para alcançar esta "sociedade ideal", constante vigília é necessária.
Nossa existência e nossas vidas, nossa luta permanente por aceitação e reconhecimento são um testemunho de resistência contra a exclusão. Afinal, ainda estamos aqui, após milênios de discriminação, marginalização e até mesmo eliminação de indivíduos com deficiência da face da Terra, através de iniciativas racistas e eugênicas. Porém, o ser humano resiste e sobrevive porque é uma forma de vida feita para esse fim...
É justamente porque nós, pessoas com deficiências, nossos familiares e nossos aliados em todo o mundo, temos enfrentado historicamente discriminação e exclusão, somos sem sombra de dúvidas o grupo de seres humanos mais preparado para discutir e propagar os conceitos de diversidade e inclusão.
É nosso papel, nossa vez de oferecer nosso testemunho, nosso conhecimento, nossa sabedoria à sociedade, neste preciso momento em que - embora ainda não percebido por muitos - chegou a hora de avançar. Já possuímos o sentimento, o conceito, a compreensão, o discurso para explicar o que uma sociedade inclusiva significa. É chegada a hora de incorporar estes conceitos em nossas vidas, atitudes e ações. Somente assim podemos verdadeiramente ajudar a abrir as mentes e os corações, na direção de uma sociedade para todos. Temos esta responsabilidade enorme e não temos o direito de falhar.
Fonte: s.n.t.
No processo de formação da Natureza, ficou assegurado que a vida iria conter ao mesmo tempo simplicidade e complexidade. Cada peça do quebra-cabeças, mesmo a sua menor parte, tem um papel, de maneira (a única maneira) que este pode ser montado e mantido em equilíbrio. Sob a perspectiva do Ser Humano são necessários humildade e orgulho, para compreender e aceitar que somos realmente pequenos em todo o contexto do Universo; porém, cada um de nós tem um papel que deve ser desempenhado para alcançar o equilíbrio. Devemos aprender sobre como viver em diversidade, como aceitar as diferenças individuais e como fazer com que elas nos beneficiem a todos.
Parece que nós, pessoas ligadas à área da deficiência, temos essa visão. Podemos sentir e compreender tais conceitos. Esta visão nos torna responsáveis e nos transforma em importantes porta-vozes para as transformações que a sociedade está começando a introduzir. Estaremos prontos para isto?
No Brasil, costumamos contar a história de um colibri que, durante um grande incêndio na floresta, foi visto indo e vindo, carregando água no bico e derramando-a sobre o fogo. Os outros animais, muitos deles maiores e mais fortes do que o colibri, fugiam o mais rápido que podiam, pensando somente em salvar a própria pele. Enquanto corria, um leão que observava o colibri perguntou-lhe se ele não havia ainda se dado conta de que não iria conseguir extinguir o incêndio com aquelas poucas gotas de água mas, em vez disso, iria acabar morrendo. Sem parar de trabalhar, o colibri disse, então, ao leão: - estou somente fazendo a minha parte.
Em nosso dia-a-dia, quando tomamos decisões, a maior parte do tempo precisamos escolher entre a visão do leão e a do colibri, sobre o mundo, a vida e sobre nós mesmos. Será que, nesse processo, sequer consideramos ou nos importamos de fato com aqueles que nos rodeiam? Pobreza & Deficiência
A pobreza é uma privação dos bens e oportunidades essenciais aos quais todo ser humano tem direito. Todos deveriam ter acesso à educação básica e aos serviços primários de saúde. Indo ainda mais além do que apenas renda e serviços básicos, os indivíduos e sociedades são pobres - e tendem a permanecer assim - se não forem capacitados a participar da tomada de decisões que dão forma e sentido às suas próprias vidas.
Aproximadamente 80% das pessoas portadoras de deficiência existentes no mundo vivem em países em desenvolvimento. A pobreza cria condições para a deficiência e a deficiência reforça a pobreza. A exclusão e a marginalização de pessoas deficientes reduzem suas oportunidades de contribuir produtivamente para o lar e a comunidade, aumentando assim o ciclo da pobreza.
Há a expectativa de que o número de indivíduos com deficiências aumente no futuro, caso o crescimento econômico permaneça em desequilíbrio e não se solucionem problemas como eqüidade, meio ambiente e outras questões sociais. As deficiências irão aumentar na medida em que a sociedade envelhece. A proporção de crianças deficientes em países em desenvolvimento é também maior quando comparada a países industrializados. Muitos tipos de deficiências, que raramente são encontrados em países ricos (como poliomielite, lesões causadas por minas terrestres, seqüelas de hanseníase), ainda são comuns nos países pobres.
As deficiências colorem e aguçam todos os aspectos e condições humanas. Acentuam e agravam situações de discriminação, preconceito e exclusão enfrentados por mulheres, por minorias em geral, por populações de baixa renda e por todos os outros grupos desprivilegiados. Também salientam claramente e ilustram os diversos aspectos físicos, mentais, sensoriais de sermos humanos, obrigando a sociedade a reagir, a interagir e a refletir sobre isso.
Inclusão e Participação Plena
O caminho para se alcançar auto-suficiência e plena participação como cidadãos é longo e constante. Obriga-nos a forjar a nossa história, pessoal e coletiva, numa base diária. A participação plena somente pode ser verdadeiramente atingida dentro de uma sociedade inclusiva, na qual cada um de nós e, ao mesmo tempo, todos juntos sejamos considerados parte integral do comum, da comunidade que, por sua vez, é responsabilidade do conjunto de seus membros. No entanto, para alcançar esta "sociedade ideal", constante vigília é necessária.
Nossa existência e nossas vidas, nossa luta permanente por aceitação e reconhecimento são um testemunho de resistência contra a exclusão. Afinal, ainda estamos aqui, após milênios de discriminação, marginalização e até mesmo eliminação de indivíduos com deficiência da face da Terra, através de iniciativas racistas e eugênicas. Porém, o ser humano resiste e sobrevive porque é uma forma de vida feita para esse fim...
É justamente porque nós, pessoas com deficiências, nossos familiares e nossos aliados em todo o mundo, temos enfrentado historicamente discriminação e exclusão, somos sem sombra de dúvidas o grupo de seres humanos mais preparado para discutir e propagar os conceitos de diversidade e inclusão.
É nosso papel, nossa vez de oferecer nosso testemunho, nosso conhecimento, nossa sabedoria à sociedade, neste preciso momento em que - embora ainda não percebido por muitos - chegou a hora de avançar. Já possuímos o sentimento, o conceito, a compreensão, o discurso para explicar o que uma sociedade inclusiva significa. É chegada a hora de incorporar estes conceitos em nossas vidas, atitudes e ações. Somente assim podemos verdadeiramente ajudar a abrir as mentes e os corações, na direção de uma sociedade para todos. Temos esta responsabilidade enorme e não temos o direito de falhar.
Fonte: s.n.t.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Melhorias no atendimento às crianças autistas

Sou Vereador e autor do projeto de lei que visa a disponibilizar vagas para as crianças portadoras de autismo nos hospitais especializados, bem como propor métodos educaconais adequados para atender essas crianças e jovens.
O projeto pretende não só chamar a atenção para a questão, como também propor diretrizes concretas para guiar o Poder Público na formulação e realização de políticas públicas para a criança autista.
Vejam mais no meu blog e comentem: http://www.antoniocarlosrodrigues.blog.br/projetos-de-antonio-carlos-rodrigues/
O que acham dessa iniciativa?
Fonte: www.esauluz.yahoogrupos.com.br
quinta-feira, 24 de junho de 2010
BEIJAMOS AS FLORES

silvania mendonça almeida margarida
maurício martinez
"Beijamos as flores por que elas entendem
Que somos pequenos, mas preenchemos o mundo
Mesmo que nos passe a vida em segundo
Somente as flores aos beija flores se rendem"
O autismo são flores de experiência
São laços de ternura e emoção
É um choro sentido que eles não expressam
Que recobra toda evolução.
O autista e as flores
com muitos beija flores
não são pequenos num mundo galático
espairam no ar a brisa da vida
e mostram o tesouro
na seara do amor:
entre pais e mães
entre família e irmãos
entre beija flores que os autistas se rendem...
Projeto de fotodocumentarismo retrata o mistério do mundo dos autistas
Qua, 23 de Junho de 2010 09:28
Mais de 500 imagens reunidas em um livro que retrata o mistério do mundo dos autistas, seus sentimentos e seu cotidiano nas escolas especiais. O projeto “Artista Autista”, de Edu Baggio, estudante de Jornalismo da PUCPR, chama a atenção da sociedade para que olhem para essas pessoas, vítimas de preconceito, muitas vezes, da própria família. As imagens vão contar pequenas histórias, que se misturam a depoimentos e dados científicos.
Mais de 500 imagens reunidas em um livro que retrata o mistério do mundo dos autistas, seus sentimentos e seu cotidiano nas escolas especiais. O projeto “Artista Autista”, de Edu Baggio, estudante de Jornalismo da PUCPR, chama a atenção da sociedade para que olhem para essas pessoas, vítimas de preconceito, muitas vezes, da própria família. As imagens vão contar pequenas histórias, que se misturam a depoimentos e dados científicos.
sábado, 19 de junho de 2010
BEIJA-FLOR AUTISTA

silvania mendonça almeida margarida
Trovões estremecem o tempo do autismo
É hora de ressurgir e voar aos quatros ventos
Beija-flor aflito que procura as rosas e diversas flores
que abre frestas e pétalas na imaginação
No celeiro do amor melodia
nas minas do outro espiritual
Beija-flor autista pensa e reflexiona:
“Por que as crianças são autistas?
Por que são como passarinhos alados?
Por que são todos os seres especiais?
Como explicar esse desapego,
Que não determina o nosso voo?
Que apenas nasce a cada dia de novas estereotipias?”
“Eu, que sou pequenino, mas tenho muito a contornar
Seria como oferecer às flores o néctar do orvalho
Que continuam paradas, no jardim, sem cortar seu sulgo.
E volto a trinar minhas asas para todos dormir
Procuro as casas de flores e rosas
quando os meus ombros e braços não nos
tocam, as palavras nos acariciam,
e as flores nos perfumam memórias...
e beijo as flores, beija-flores
Mas confesso neste arauto de rosas
Eu sou o tema de uma sugestão
um beija-flor autista que
sempre olhei a vida como um canto
silencioso, expressivo, calado
encantado e misterioso
como o cheiro das flores no sopro de poesia.
No jardim da minha alma,
encontrei feito pétala da metáfora
em flor autista, em rosa especial
Multicores e amores
De uma síndrome celestial”
Assim cantou o beija-flor autista
Quando se perde um bardo e um trovador,
Seus pensamentos ressurgem,
Suas idéias ultrapassam barreiras,
E seus conhecimentos, se necessários,
ganham o mundo.
Às vezes, nós artistas, beija-flores autistas
somos confundidos com estranhos sentimentos.
Que a alma não divulga ou expõe.
Flagra somente o nosso íntimo na intimidade.
Mas não revelam segredos.
Guardados entre paredes das flores ocultas
Dos aromas e fragrâncias do autismo velado.
Emoções que não propagam e não se alastram
Nas veredas autísticas de nós beija-flores...
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